29/06/2012

Retalhos

Ainda em tempos do IAO nas matas do Pinhal do Rei, Fonte da Telha, recordar mais uma pequena situação que ocorreu.
Nada de especial mas tem a ver com as vacinas que todos nós éramos obrigar a carregar dentro no nosso "esqueleto" antes de tomar a passagem no meio de transporte que nos iria levar às portas da guerra - o Campo Militar do Grafanil em Luanda.
E assim foi, num corropio todos fomos injectados com as ditas, ali mesmo naquela varanda sobranceira das arribas da Fonte da Telha, com uma linda vista para as praias que desde a Cova do Vapor pinta de areia branca a orla marítima até ao Cabo Espichel, passando pela abertura ao Atlântico da Lagoa de Albufeira.
Aí foi, no Posto de Vigia da antiga Guarda Fiscal, que ainda hoje lá existe, que nos furaram a pela e a carne introduzindo no organismo algo que nos poderia proteger de algumas doenças que pelas paragens de Angola nos podiam atacar como se nossos inimigos fossem.
Da mesma forma, a belíssima e saborosa alimentação era fornecida por uma empresa de "catering" pertença do Ministério do Exército que assentou arraiais num "palacete", também ele sobre as arribas e com uma natural vista para o Atlântico, onde estava instalada uma bateria de Artilharia de Costa.
Era assim que nos preparavam para aquela que seria uma viagem de "férias" de dois anos, com certeza de ida e na incerteza do regresso

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