24/04/2019

25 de Abril - 1974 a revolução dos cravos

Relembrando que a revolta dos capitães levou a que a Guerra em África tivesse o seu fim e que mais uns tantos milhares de jovens portugueses tivessem deixado de ser obrigados a empunhar armas em solos africanos.
Passados todos estes anos, quando por muitos esta e outras datas erstão a ficar esquecidas para algumas gerações de portuguesas, nunca é demais, em especial, por aqueles que foram muitas centenas de milhares que participaram naquela guerra, relembrar o bom que foi o acabar da guerra



Deixamos aqui homenagem aquele que foi o médico do BCAC2877 - José Niza, autor desta letra que originou a canção que deu origem ao inicio da revolução no dealbar da madrugada do  dia 25 de Abril de 1974
Ao ler e a ouvir  a transformação deste poema numa cação, testemunhamos a veia poética de José Niza e ao mesmo tempo o saber com que paulo de Carvalho interpretor o poema cum uma orquestração fabulosa de José Calvário

                                                                    Paulo de Carvalho : E depois do Adeus

Música: José Calvário
Letra: José Niza


Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós 

14/04/2019

Ex-combatentes ter morrido pela pátria, obrigados

O Ministro da Defesa disse que:

 

“Morrer pelo país ou por ele sacrificar o bem-estar ou a vida é um acto de bravura única, que coloca os combatentes num patamar de sacrifício que não é exigido em nenhum outra função do Estado”

 

Pois bem, muitos ex-combatentes dizem: especialmente aqueles que foram “obrigados”

12/04/2019

Ex-hospital militar de Belém para os ex-combatentes

Ex-combatentes com “via verde” no novo Hospital Militar de Belém

Antigo hospital militar será cedido à Câmara de Lisboa e reconvertido numa unidade de cuidados continuados, à qual os ex-combatentes terão acesso privilegiado. Gestão fica a cargo da Santa Casa da Misericórdia.

O Ministério da Defesa está a preparar a cedência do edifício do antigo hospital militar de Belém, descativado em 2013, à Câmara de Lisboa, para aí ser construída uma unidade de cuidados continuados, sendo que os antigos combatentes irão beneficiar de condições especiais de acesso. É a primeira vez que os

A unidade de cuidados continuados seria gerida pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, explicou ao PÚBLICO fonte oficial da Câmara Municipal de Lisboa (CML), liderada por Fernando Medina. "As instalações do antigo hospital militar de Belém estão encerradas há alguns anos. A CML está a trabalhar com o Ministério da Defesa e com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no sentido de poder aí ser criada uma unidade de cuidados continuados que sirva toda a comunidade, e em especial os antigos combatentes", acrescentou. A Santa Casa, por seu lado, esclarece que este será "um dos oito novos equipamentos de cuidados continuados" que irão ser criados no âmbito do programa "Lisboa, Cidade de Todas as Idades", em conjunto com a autarquia de Lisboa. O objetivo é "servir a comunidade e com condições especiais de acesso aos antigos combatentes", confirmou ao PÚBLICO o gabinete do provedor, Edmundo Martinho.

O antigo hospital militar de Belém, que se situa no Largo Boa Hora, na Ajuda, foi cedido em Setembro de 2015, pelo Governo de Passos Coelho à Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), por um prazo de 25 de anos e mediante a contrapartida de um investimento de 8,5 milhões de euros. Em Janeiro de 2006, a Associação dos Militares na Reserva e na Reforma (Asmir) contestou a validade da decisão e a futura cedência de utilização à CVP, suspendendo todo o processo. E, em Maio do ano passado, o actual Governo acabou por revogar a cedência à Cruz Vermelha. As condições de acesso especiais para os ex-combatentes, previstas no futuro protocolo de cedência do antigo hospital militar, deverão servir também para evitar novas acções judiciais. 

Há dois meses, o Parlamento discutiu o futuro das instalações do hospital militar de Belém, fundado em 1890 num antigo convento. Nessa altura, o BE propôs ao Governo que considerasse "a reabertura do hospital com valências de apoio à população envelhecida, camas de cuidados continuados da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, e apoio social e clínico a militares, ex-militares e suas famílias". PS e o ex-ministro da Defesa de Passos Coelho, José Pedro Aguiar-Branco, votaram contra esta proposta. PSD e CDS abstiveram-se. PAN, PEV e PCP votaram a favor.

Esta semana, em audição da comissão parlamentar de Defesa, o deputado do PS, Joaquim Raposo, deu como fechado o acordo entre o Governo e a Câmara de Lisboa. Mas, em resposta, a secretária de Estado da Defesa, Ana Pinto, sublinhou que, depois da revogação da cedência à Cruz Vermelha, o hospital militar de Belém voltou a estar disponível para alienação através da lei de infra-estruturas militares. "Está a ser trabalhado um protocolo de cedência com a Câmara de Lisboa para uma unidade de cuidados continuados, sendo que haverá o uso de uma parte para antigos combatentes", disse, considerando que a área de apoios continuados é uma "área prioritária" para  Lisboa.

A Santa Casa da Misericórdia já tinha comprado, em 2015, ao Ministério da Defesa Nacional o antigo hospital militar da Estrela, cerca de 16 mil metros quadrados, por 14,883 milhões de euros. Agora, o modelo de alienação será outro.

Nos últimos anos, o Estado vendeu vários edifícios das Forças Armadas, como o Hospital da Marinha em Lisboa (17,9 milhões de euros) ou a Bateria de Albarquel em Setúbal (2,2 milhões). À Câmara de Lisboa cedeu a ala sul da Manutenção Militar (por 50 anos e 7,1 milhões de euros) e o Torreão e a ala oeste da Praça do Comércio (por 45 anos e 387,3 mil euros mensais).

In “Jornal Publico”

 

 

02/04/2019

Combatentes mortos em Angola vão ter direito pela primeira vez a cemitério

GUERRA COLONIAL
Combatentes mortos em Angola vão ter direito pela primeira vez a cemitério

Ainda existem 586 militares do Exército português enterrados em campas espalhadas pelo território angolano.

01/04/2019

Combatentes no Ultramar

 

 

 

Combatentes no Ultramar

Atualização diária 1 de abril de 2019

 

Combatentes do Ultramar

Homenageados em Castelo de Paiva  

 

No passado sábado, dia 23 de Março, a ACUP – Associação de Combatentes do Ultramar Português, sediada em Castelo de Paiva, homenageou 15 ...