23/10/2017

Ex-camaradas do BCAC2877 falecidos

Em actualização


Por acidente ou por doença temos conhecimento que faleceram os seguintes ex-camaradas do BCAC2877

Arnaldo Carvalho Paula Santos 
CMDT
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José Gualberto Nascimento Matias 
 Of Operações
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João Damas Vidente 
 2º CMDT e CMDT
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José Salvado M Dias Silva 
 Furriel do PELREC
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Júlio Viegas Correia 
2º Sarg Op e Inf
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José Niza
Médico
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Alvarim Colaço Pimenta
Sapador
Ao nosso amigo e companheiro de sempre: Alvarim Colaço Pimenta
O sentimento da perda da vida, trespassa, desde que nos passamos a conhecer, milhões de vezes pelo nosso pensamento.
Quem parte para a guerra, leva consigo a esperança e a certeza. A esperança de voltar, a certeza de que tem muitas hipóteses de tal não acontecer.
Como dizia José Niza, no seu livro, " Poemas da Guerra", na dedicatória ao BCAC2877, " naquela guerra . . .onde ficámos amigos para sempre".
Na guerra isso acontece.
Criam-se amizades para sempre, algumas delas com laços mais fortes que as familiares.
Quando se perde um desses amigos, perde-se um pedaço de nós próprios.
Uma parte da nossa vida, a nossa vida, talvez nuns instantes, numas horas, nuns anos, está nas nossas mãos.
Ninguem sabe qual é esse momento.
A vida ao que se saiba, não é eterna.
Algum dia essa chama que a vem alimentando, aquecendo e iluminando, apaga-se.
A maneira abrupta, persistente, perseguidora ou violenta do acabar da vida, causa-nos estranheza, consternação, raiva, dor.
O momento em que a vida deixou de estar nas nossas mãos, foi a morte !
*

Guilherme Conceição Gouveia
  Op Cripto
(O terceiro da esquerda para a direita)
No meio


Olhando para esta foto tenho que relembrar as muitas horas de "trabalho" e de convívio que tive com o Guilhermer Gouveia, já falecido, nesta foto, está no meio. Foram muitos dias, muitos meses a conviver lado a lado, porta com porta entre o Centro Cripto e a Sala das Operações e Informações. Sabemos bem que a vida não para, mas olhando para estas fotos, não podemos nunca deixar de pensar, quão jovenms nós eramos e todo o tempo inglório que das nossas vidas por lá deixamos disperso nas matas de Angola, apenas serviu para nos tornar a vida mais dificil, complicada e atrasando o nosso futro de então.  Gouveia, era meu conterrâneo da Cova da Piedade e faleceu ainda muito jovem. Cantava o fado e sempre teve este ar de muito jovem, tinha um andar e um modo de falar muito próprio, era simpático e gaguejava um pouco. Creio que foi por sua culpa que não mais pude cheirar sequer uma bebida horrorosa a que chamam Martini - no dia do seu aniversário, fizemos uma pequena festa acompanhada de 7UP e Martini e nesse dia, bebi mais Martini que 7UP. No dia seguinte, fiquei com a boca a "saber a papéis de música" e com a certeza de que não beberia mais aquele produto quimico. E assim foi até hoje. São recordações em manhã de Domingo, chuvoso, triste, como muitos daqueles que por lá tivemos que passar. 

Estou a aguardar que chegue o MVL a caminho de SSalvador, porque hoje  é  Domingo.  
Um abraço aos que nos visitarem
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Manuel Bastos Rico
Oper Mensagens
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Carlos Alberto Oliveira Camilo
Transmissões
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Fernando Garcia  
Radio Montador
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José Albano Coletra
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José Costa
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José Pereira Ribeiro
Escriturario
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Manuel Pereira Gomes
Capelão
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José Albano Coletra

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Adelino Almeida Figueiredo

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António Pimentel Fontes
Sacristão
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João Luís Rosa Valadas
2018





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