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20 julho 2026

Das Caldas para o Vera Cruz

O nosso querido camarada Fernando Madruga, sempre com grande sent ido de humos e a brincadeira sempre nos seus ditos e actitudes,  natural da Benedita mas com as Caldas da Rainha ali bem pertpo não se esqueceu de levar consigo um magestoso boneco do artezanato local.
Ora quando da nossa passagem pekla Ikha da Madeiro foram muitas as garrafas que embarcaram no Vera Cruz, 

Sua lembrança foi encher com vinho da Madeira o seu amuleto das Caldas. Assim, aquele artezanato  foi cheio e colocado sobre o aparelho de Ar condicionada honde jã repousavam alguma garrafas em arrefecimento.
Mas o imprevisto sempre acontece. Na manha seguinte a camareira quando foi arranjar o quarto, olhou em frente e disse ou tiram aquilo dali ou não volto a arranjar o vosso camarote.
E assim teve que ser, o orgulhoso objecto era retirado todos os dias pela manhã... para não ferir susceptibilidades

Foram jovens. Voltaram velhos. Alguns nunca voltaram...

Helio Miranda copia do Facebook

Foram jovens. Voltaram velhos. Alguns nunca voltaram...
Hélio Miranda, 19 de Julho de 2026.
Partiram quando a vida ainda mal tinha começado. Eram filhos, irmãos, maridos, pais. Eram jovens cheios de sonhos, de esperança e de um futuro por construir. Mas a Pátria chamou... e eles responderam.
Deixaram para trás a família, os amigos, o conforto e a juventude. Vestiram a farda sem saber se voltariam a abraçar quem amavam. Caminharam por terras estranhas, enfrentaram o medo, a dor, a saudade e a morte. Muitos regressaram com feridas que nunca cicatrizaram. Outros ficaram para sempre onde tombaram, dando a vida por Portugal.
Os que voltaram nunca regressaram verdadeiramente os mesmos. Trouxeram no silêncio o peso da guerra, na alma as memórias que ninguém consegue apagar e no coração os rostos dos camaradas que ficaram para trás.
E hoje... o que lhes damos em troca?
Demasiadas vezes, o esquecimento.
É doloroso ver homens que deram tudo pela sua Pátria viverem sem o reconhecimento, o respeito e a dignidade que merecem. Homens que ofereceram os melhores anos da sua vida recebem, tantas vezes, apenas migalhas. Como se o sacrifício, a coragem e a entrega tivessem prazo de validade.
Um povo sem memória é um povo que perde a sua identidade. Uma nação que esquece aqueles que a serviram nos momentos mais difíceis está a esquecer uma parte de si própria.
Não lhes devemos apenas homenagens em dias de cerimónia. Devemos-lhes gratidão todos os dias. Devemos-lhes respeito enquanto viverem. Devemos-lhes dignidade. Porque a verdadeira grandeza de um País mede-se pela forma como honra aqueles que tudo deram por ele.
Que Portugal nunca esqueça os seus ex-combatentes.
Que os seus nomes nunca sejam apenas páginas da História.
Porque a liberdade, a paz e a Pátria tiveram um preço. E esse preço foi pago por homens que partiram jovens, enfrentaram o inferno e regressaram carregando um peso que nunca escolheram.
A eles não devemos pena. Devemos eterna gratidão. E a gratidão nunca pode ser feita de migalhas.

12 julho 2026

Musicas sobre a guerra do Ultramar

12 de Julho de 1969 - como deram cabo da nossa vida ( i) continua


12 de Julho de 1969
Parte dum travão na vida de umas cenenas de milhares de portugueses passou por situações destas.
Dos que foram e voltaram. Nem a todos tal aconteceu
Estima-se que cerca de 1 milhão e 400 mil militares tenham participado na Guerra Colonial (Guerra de África) entre 1961 e 1974. Deste total, cerca de um milhão eram soldados portugueses mobilizados a partir da Metrópole e cerca de 400 mil eram recrutas naturais das colónias (africanos recrutados localmente).
Os conflitos decorreram em três frentes principais: Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. Os números flutuaram ao longo dos anos, sendo que na fase final da guerra (por volta de 1970), as Forças Armadas Portuguesas chegaram a ter cerca de 163 mil operacionais destacados em simultâneo nos três territórios.
Na Guerra do Ultramar (Guerra Colonial), o número total de militares portugueses mortos oscila entre 8 830 e mais de 10 000, dependendo da investigação e dos relatórios oficiais. Os dados históricos dividem-se da seguinte forma: Mortes por ramo/origem: Cerca de 6 300 eram oriundos da metrópole e mais de 2 400 do recrutamento local.
Vítimas Civis: Estima-se que mais de 100 mil civis tenham falecido nos teatros de operações em África.
Baixas adicionais: O conflito provocou ainda mais de 15 000 militares com deficiência permanente.
A caminho da guerra o exercito sempre treinava e mentalizada cada militar para a sua adaptação ao futuro.
Foi assim comigo, morava em Paço de Arcos - Tavira, Caldas da Rainha, Porto e finalmente Porto Brandão, na margem esquerda do rio Tejo até... 12 de Julho de 1969, menos uns dias de fazer um ano se serviço militar, rumava a Região Militar de Angola no então paquete Vera Cruz com escala no Funchal para finalmente aportar  a Luanda a 22 de Julho na mesma data que o primeiro homam chegava a Lua 
Esta foi a primeira fase em que comecei a sentir o cheiro da guerra. So passado um dia ou dois ficamos a saber qual era o nosso destino naquele imenso territorio 14 vezes maior que  Portugal



23 junho 2026

23 de Junho de 1969

Assim se iniciava a caminha para a ida para Angola


24 junho 2008

BCAC2877 - Recordar as datas

Recordamos aqui, pela data do dia, vespera do Dia de S João, a caminhada feita a pé, em marcha, desde o Porto Brandão, junto ao rio Tejo, até à mata da Fonte da Telha.
Recordemos que também foi nessa altura que levamos as primeiras vacinas antes de embarcar, nas instalações duma Bateria de Artilharia de Costa, que ainda hoje existe, no morro sobrançeiro à praia da Fonte da Telha. ( à data, uma praia de pescadores)

Transcrevemos da Historia do BCAC2877 o seguinte:

" f. Em 09Jun69 deveria ter inicio a Instrução de Aperfeiçoamento Operacional ( IAO), cujo calendario foi antecipado em relação ao planeamento inicial do EME.
Em 11JUN69 o Bat caç. foi transfrerido para a margem Sul do Tejo para efeito do IAO tendo ficado o Comando e a CCSW, CCAÇ2542 e 2543 aquarteladas em isntalaçõpes do 3º Grupo Mixto da RAAF e a CCAÇ 2541 nas do RAAC em Brancanes (Setubal)."

"g. A 1ºparte do IAO que teve a duração de 3 semanas terminou em 28JUN69. Os exercicios de campo realizados na 2ª e 3ª semanas decortreram na região da Fonte da Telha e na Quinta do Lagar nas imediações de Setúbal (CCAC2541)"