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22 de Julho de 1969 - Luanda ou Grafanil?
A chegada a Luanda
Saida do Vera Cruz e pisar uma terra desconhecida Luanda uma enorme e movimentada cidade onde a guerra só se sentia pelos movimentos de tropasUm comboio como de mercadorias fosse transportou toda a tropa para aquele que era o entreposto de chegada e partida das tropas operacionais, acabadas de chegar ou aguardando regresso ao "puto"
No Campo Militar do Grafanil as tropas preparam-se para o que foram enviadas.
Ali recebem o armamento, vacinas e tudo o que demais precisam para o desempanho das suas funções aguardando a saida para o seu destino em terras de Angola
Imagens do Campo Militar do Grafanil
20 julho 2026
Das Caldas para o Vera Cruz
O nosso querido camarada Fernando Madruga, sempre com grande sent ido de humos e a brincadeira sempre nos seus ditos e actitudes, natural da Benedita mas com as Caldas da Rainha ali bem pertpo não se esqueceu de levar consigo um magestoso boneco do artezanato local.
Ora quando da nossa passagem pekla Ikha da Madeiro foram muitas as garrafas que embarcaram no Vera Cruz,
Sua lembrança foi encher com vinho da Madeira o seu amuleto das Caldas. Assim, aquele artezanato foi cheio e colocado sobre o aparelho de Ar condicionada honde jã repousavam alguma garrafas em arrefecimento.
Mas o imprevisto sempre acontece. Na manha seguinte a camareira quando foi arranjar o quarto, olhou em frente e disse ou tiram aquilo dali ou não volto a arranjar o vosso camarote.
E assim teve que ser, o orgulhoso objecto era retirado todos os dias pela manhã... para não ferir susceptibilidades
Foram jovens. Voltaram velhos. Alguns nunca voltaram...
Helio Miranda ·copia do Facebook
Foram jovens. Voltaram velhos. Alguns nunca voltaram...Hélio Miranda, 19 de Julho de 2026.Partiram quando a vida ainda mal tinha começado. Eram filhos, irmãos, maridos, pais. Eram jovens cheios de sonhos, de esperança e de um futuro por construir. Mas a Pátria chamou... e eles responderam.Deixaram para trás a família, os amigos, o conforto e a juventude. Vestiram a farda sem saber se voltariam a abraçar quem amavam. Caminharam por terras estranhas, enfrentaram o medo, a dor, a saudade e a morte. Muitos regressaram com feridas que nunca cicatrizaram. Outros ficaram para sempre onde tombaram, dando a vida por Portugal.Os que voltaram nunca regressaram verdadeiramente os mesmos. Trouxeram no silêncio o peso da guerra, na alma as memórias que ninguém consegue apagar e no coração os rostos dos camaradas que ficaram para trás.E hoje... o que lhes damos em troca?Demasiadas vezes, o esquecimento.É doloroso ver homens que deram tudo pela sua Pátria viverem sem o reconhecimento, o respeito e a dignidade que merecem. Homens que ofereceram os melhores anos da sua vida recebem, tantas vezes, apenas migalhas. Como se o sacrifício, a coragem e a entrega tivessem prazo de validade.Um povo sem memória é um povo que perde a sua identidade. Uma nação que esquece aqueles que a serviram nos momentos mais difíceis está a esquecer uma parte de si própria.Não lhes devemos apenas homenagens em dias de cerimónia. Devemos-lhes gratidão todos os dias. Devemos-lhes respeito enquanto viverem. Devemos-lhes dignidade. Porque a verdadeira grandeza de um País mede-se pela forma como honra aqueles que tudo deram por ele.Que Portugal nunca esqueça os seus ex-combatentes.Que os seus nomes nunca sejam apenas páginas da História.Porque a liberdade, a paz e a Pátria tiveram um preço. E esse preço foi pago por homens que partiram jovens, enfrentaram o inferno e regressaram carregando um peso que nunca escolheram.A eles não devemos pena. Devemos eterna gratidão. E a gratidão nunca pode ser feita de migalhas.
Foram jovens. Voltaram velhos. Alguns nunca voltaram...
Hélio Miranda, 19 de Julho de 2026.
Partiram quando a vida ainda mal tinha começado. Eram filhos, irmãos, maridos, pais. Eram jovens cheios de sonhos, de esperança e de um futuro por construir. Mas a Pátria chamou... e eles responderam.
Deixaram para trás a família, os amigos, o conforto e a juventude. Vestiram a farda sem saber se voltariam a abraçar quem amavam. Caminharam por terras estranhas, enfrentaram o medo, a dor, a saudade e a morte. Muitos regressaram com feridas que nunca cicatrizaram. Outros ficaram para sempre onde tombaram, dando a vida por Portugal.
Os que voltaram nunca regressaram verdadeiramente os mesmos. Trouxeram no silêncio o peso da guerra, na alma as memórias que ninguém consegue apagar e no coração os rostos dos camaradas que ficaram para trás.
E hoje... o que lhes damos em troca?
Demasiadas vezes, o esquecimento.
É doloroso ver homens que deram tudo pela sua Pátria viverem sem o reconhecimento, o respeito e a dignidade que merecem. Homens que ofereceram os melhores anos da sua vida recebem, tantas vezes, apenas migalhas. Como se o sacrifício, a coragem e a entrega tivessem prazo de validade.
Um povo sem memória é um povo que perde a sua identidade. Uma nação que esquece aqueles que a serviram nos momentos mais difíceis está a esquecer uma parte de si própria.
Não lhes devemos apenas homenagens em dias de cerimónia. Devemos-lhes gratidão todos os dias. Devemos-lhes respeito enquanto viverem. Devemos-lhes dignidade. Porque a verdadeira grandeza de um País mede-se pela forma como honra aqueles que tudo deram por ele.
Que Portugal nunca esqueça os seus ex-combatentes.
Que os seus nomes nunca sejam apenas páginas da História.
Porque a liberdade, a paz e a Pátria tiveram um preço. E esse preço foi pago por homens que partiram jovens, enfrentaram o inferno e regressaram carregando um peso que nunca escolheram.
A eles não devemos pena. Devemos eterna gratidão. E a gratidão nunca pode ser feita de migalhas.
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