13/03/2009

Vou deixar esta mensagem sem título.
Cada um que lhe ponha o que quizer.
Hoje é sexta-feira, véspera de sábado. Coisa que não existia na Guerra de África.
Hoje, para além de ser sexta-feira, é dia 13 - dia azarado para alguns.
Quem por lá passou tambem tinha as suas superstições.
Hoje, quem por aqui passar, pelo Blog e ler estas ou outras linhas que por aqui foram deixadas, olhar para as fotos daqueles tempos, que lhes retire o significado.
À distância de tantos anos e por tantos sacrificios passados, frustações, medos e algumas alegrias, não podemos de chamar a atenção a esses visitantes, com a idade dos nossos filhos ou dos filhos dos nossos filhos para a fotos do cabeçalho do Blog.
Assim era Zau Évua, o quartel.
As casamatas e o arame farpado.
Dois anos por alí e á volta, por aquelas picadas, com as trovoadas e as trombas de água, foi muito tempo.
Uns segundos, apenas para cada um pensar.

2 comentários:

Anónimo disse...

HOTEL DE UMA ESTRELA
Com todo o respeito que me merecem todos os ex-Combatentes,quero dizer-lhe que muitos chamariam a Zau Évua um bife.Eu tive sorte mas vi "instalações" que nem ao diabo lembravam!Era muito triste limpar as próprias tocas para dormir!O amigo não se zangue com o meu comentário.Limitei-me apenas a colocar o título que eu achei correcto a partir dum vasto leque de hipóteses.Um abraço.

Anónimo disse...

Zau ficou sem Companhia residente em 1972, a companhia 3513 do Quiende passou a ter lá 2 grupos de combate e eu tambem por lá passei sempre que como Enfermeiro para lá era enviado.
Éra de facto um bife, comparado com o que se via, não que no Quiende se estivesse mal mas Luvo, Lufico, Seza Pombo são alguns lugares\me que ficaram na retina e que eram buracos onde todas as semanas hivia "berdoada".
Em Zau, até piscina nos deixaram, tinha um inconveniente...era grande pra caraças e os turras se quisessem caçavam-nos a lapada...
Um abraço para quantos por lá passaram em especial para o Marius.
José Lessa