29/08/2009

Tomboco - Quem se recorda?


Tomboco
Raggiungiamo Tomboco poco dopo il tramonto dopo 7 ore di guida e 220 km percorsi.Unico rifugio possibile la missione cattolica.GPS S06°48.370’ E013°19.720’Qui hanno appena inaugurato una scuola per i ragazzi di questo luogo sperduto. Nella missione vivono 4 orfanelle senza famiglia. Decidiamo di lasciare un contributo di 50 dollari per le loro spese di istruzione. (vedi solidarietà elfo)

1 comentário:

Anónimo disse...

O 1º CABO QUE MORAVA NA SANZALA

A escassos dias de nos despedir-mos da Vila de Ambrizete, lembrou-se o Comandante de reunir com todo o pessoal de Transmissões. Ficou então marcada a reunião para o dia seguinte logo a seguir à formatura das oito.
Perfilados, ouvimos a mensagem do Comandante, mas este reparou que faltava um elemento ao grupo! Perguntou então se não havia um 1º Cabo Martins! Aqui ficámos perplexos porque ninguém se tinha lembrado do homem se não o Comandante! Entre gaguejos e desculpas esfarrapadas e sem sentido, lá fui dizendo que o homem parecia andar com paludismo e possivelmente estaria de cama!
Mas o Ten. Coronel não se convenceu e ordenou que de imediato trouxessem o homem à sua presença.Todo o quartel foi passado a pente fino e nem a praia e o Brinca na Areia escaparam. O Martins não aparecia e para ajuda à festa veio o Capitão afirmar que já no dia anterior tinha dado pela sua falta. Tínhamos um prazo para dar conta do homem e ele expirava à hora do almoço, prazo que se tornava apertado. Perseguimos cada palpite que nos era dado fosse por quem fosse, mas nenhum revelou qualquer sucesso! Desolados porque as coisas podiam ficar feias, pedimos mais umas horas para a procura, o que acabou por ser concedido.
Cerca das cinco da tarde, fomos de novo chamados para dar nota da situação!
Já um pouco desesperado, virei-me então para o Comandante e confessei o que eu achava que estava a acontecer: «Sabe como é meu Comandante, temos que compreender a malta...enfim é próprio desta idade e ...olhe, o homem dete ter ido dar uma saltada á Sanzala e atrasou-se...pronto!».
O Comandante olhou para mim um pouco de soslaio e disse-me com um sorriso malicioso: «Você vem comigo e agora mesmo vamos buscar o Cabo Martins!» Não percebi muito bem a conversa mas lá fui com passo acelerado atrás dele para a viatura. Em silêncio absoluto, ele próprio a conduziu e só parou numa Sanzala. Desceu sem uma única palavra e com vigor bateu à porta duma habitação, por acaso com bom aspecto, comparada com as restantes! De dentro e com os olhos ainda meio inchados, saiu o 1º Cabo Martins de Transmissões. Trajando parca indumentária porque o momento não dava para mais, não sabia sequer se devia "bater a pala" porque nem o boné tinha!
«Para o Quartel imediatamente!» - ordenou-lhe o Comandante.
Não se trocou uma palavra no regresso mas o homem teve quinze minutos para se apresentar devidamente aprumado. O castigo, ao contrário doa que se temia, não passou de simples retórica.
Já em Luanda e pouco antes do embarque, soube pelo Major que o Comandante sabia de todos os passos do 1º Cabo Martins...e outros!
Vim também a saber que o digníssimo 1º Cabo só ia ao Quartel quando estava de serviço!
Afinal, o homem morava mesmo na Sanzala!...

Casal