30/09/2008

Versos na guerra versos na paz




Despedida

Vou deixar-te.

Sou obrigado a partir.

É a sorte de um soldado

Que já não pode fugir

Do seu destino, traçado

Por um país decadente

Que está aser governado

Por alguem que, infelizmente, è cego e surdo e culpado

Do que está a acontecer.

A partir sou obrigado.

Não vou deixar-te por querer.

É a sorte dde um soldado.

É a sorte de um soldado

Num país que está a morrer.

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Dedicado à cidade da Guarda e a sua Gente, em vésperas de partir para Angola, como milkitar

Guarda, Novembro de 1965

O Blog do BCAC2877 tem-nos trazido a alegria de contactos tão inesperados quanto felizes.
De quando em quando, aparece um antigo companheiro da guerra de África que, ao passear pela Net nos encontra e comungando das mesmas razões e motivos da sua passagem por África, no nosso caso, por Angola, nos escreve.
Sérgio Sá, foi um desses antigos companheiros que por lá andou, antes de nós, mas próximo dos locais onde estivémos. Foi essa umas das razões por nos termos mantido em contacto.
Ontem teve a amabilidade de nos remeter dois livros de poemas da sua autoria, " versos na guerra versos na paz" e "onde apanhei estes versos" – "Poemas" no Alentejo - Colecção Verso Livre, o que muito agradecemos.


Deixamos hoje no Blog as capas dos livros, com um pequeno poema.
Oportunamente, faremos a publicação de mais alguns dos seus poemas que constem do livro.

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