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segunda-feira, 1 de junho de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

CCAC2541 - Almoço anual - 30 de Maio de 2015

Recebemos do Nelson Ramos esta mensagem que reproduzimos com todo o gosto:

""Olá Brás Gonçalves tudo bem"
Recebi correio do João Gaspar a pedir se podias passar no Blogue o convivio da Companhia 2541 do Quiximba no dia 30 de Maio 2015 em Marrazes -  Leiria, com o cartaz em referencia.
Obrigado
Abraço

Nelson Ramos""

Ficamos a saber, com um imenso gosto que os ex-camaradas de 2541 faziam ou passaram a fazer a sua confraternização anual, o que como todos sabemos, gera momentos de enorme emoção, pela recordação dos momentos vividos durante os 2 anos que passamos pelas terras do Norte de Angola.
Nem sempre foi fácil o contacto entre os componentes das  companhias que compunham o BCAC2877 - cada uma estava em seu local e as facilidades de contacto ou comunicação não eram nada fáceis pelo que, muito dos ex-camaradas apenas se conheceram quando da ida e do regresso de Angola.
A CCAC2541 esta sediada, melhor, esteve sempre sediada no Quiximba, um aldeamento "forçado" pelo Governo de então, para populações que foram deslocadas das suas terras de nascença. Apesar de tudo, tiveram a oportunidade de contactarem com a s nossas tropos e beneficiarem de algum apoio que estas lhes prestaram.
Quiximba ficava a meio caminho entre o Tomboco e Zau Évua, na picada que liga Ambrizete a S. Salvador e, por isso, quando da passagem do MVL, sempre tinham os ex-camaradas a possibilidade de contactarem com alguma "realidade" diferente de quem se encontrava no Lufico ou no Zau Évua, pois estes aquartelamentos para além de estarem isolados, nem populações nativas tinham junto a si.

Reiteramos o gosto pelo conhecimento do encontro, desejando que corra tudo da melhor maneira possível e que o reencontro e de confraternização  vos propicie bons momentos de alegria e boa disposição.

Deixamos aqui ficar um repto: para o ano, tentarmos fazer o encontro em conjunto com aquele que estamos a organizar em Julho e com a CCAC2542 que igualmente organiza também o seu almoço.

Aqui deixamos a ementa e o contacto com o organizador do evento



sábado, 2 de maio de 2015

Confraternização de 2015

Confirmamos que o almoço se realizará na área de Coimbra a 18 de Julho de 2015.
O local será indicado logo que seja conhecido, assim como a ementa e o preço do almoço.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Tavira - CISMI

“ Oh meninas de Tavira

O que vai ser de vós agora?

Os solteiros não vos querem

Os casados tem mulher

Os milicianos vão embora”

Esta era a cantilena dos militares do CISMI- foi por aquela porta da estação do comboio, onde está a estátua dum militar fardado à época, e “a menina de Tavira”  na praça em frente, aguardando pela sua chegada, que pela primeira vez, 19 de Julho de 1969 cheguei a Tavira e passei os portões do agora Regimento de Infantaria 1.

Foi o inicio dum drama que só acabou em Agosto de 1971

 


 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

BCAC2877- uma, muitas histórias

Vamos fazer uma compilação, sempre que possivel, por ordem cronológica da historial do BCAC2877, das suas companhias, desde a sua formação, partida, estadia e regresso a Lisboa.

Aproveitamos a experiência do Dr. Niza, que passada a livro e referenciada com datas e acontecimentos, irá proporcionar a todos os que se interessarem na sua leitura, uma visão do que por lá se passou, essencialmente, no Norte de Angola, onde o BCAC esteve durante os dois anos de comissão.

 

Sobre o livro escrito por José Niza, deixamos  aqui uma notícia, publicada em tempo no jornal  escalabitano “O Mirante”

 

Sempre o temos feito, mas voltamos a pedir a quem tem fotos, histórias contadas ou por contar que nos façam chegar esses testemunhos, pois gostosamente faremos a sua  publicação

 

José Niza conta em "Golden Gate" memórias da guerra colonial 

 

A obra “Golden Gate – Um quase diário de guerra”, de José Niza, é “um livro de memórias” de uma guerra colonial que “aconteceu durante 13 anos”, escreve no prefácio o compositor residente em Santarém falecido em 23 de Setembro de 2011.O livro agora editado resulta da correspondência diária que manteve com a mulher durante o período em que esteve “naquele mato de Angola, húmido e quente”, no aquartelamento de Zau Évua, entre 1969 e 1971.

José Niza fora destacado para o contexto da guerra no Norte de Angola como médico. “Uma guerra onde o médico e o capelão eram os terapeutas do espírito mais ou menos primário e sempre psicologicamente descompensado, daqueles mancebos que, por exclusivas razões de idade, foram incumbidos de defender a Pátria contra o fluir da História”. Segundo afirma, “na consulta havia sempre mais gente que na missa”, a única excepção era a missa de Natal.

 

Das cartas enviadas à mulher, foram retirados extractos que são apresentados nesta obra como páginas de um suposto diário. A 17 de Julho de 1969 Niza escreveu: “Chegou cá a notícia de que o Salazar está muito mal, que está mesmo a morrer. Aliás, ele já morreu há dois anos. A certidão de óbito é que está atrasada”.

 

Noutro passo, com data de 10 de Dezembro de 1970, dá conta dos presentes de Natal que os militares ali destacados receberam, enviados pelo Movimento Nacional Feminino (MNF): “Um pacote de amêndoas, o que dará uma por cada soldado; meia dúzia de lâminas de barbear; o que dará uma lâmina por cada caserna; e ainda meia dúzia de pastas de dentes, o que só dará para os desdentados”.

 

“Apeteceu-me escrever à Cilinha [Cecília Supico Pinto, líder do MNF] a agradecer a amêndoa que me coube. E, como deixei crescer a barba, vou oferecer a minha parte da lâmina a quem necessitar”.

 

Há também excertos mais íntimos, e até confessionais, como a que escreveu a 6 Julho de 1970, dirigindo-se à mulher: “Gostar de ti é uma vocação, um modo de vida, uma ocupação permanente, uma invenção de sonhos, uma antecipação do tempo que há-de vir. Estás presente. Amo-te em full time”.

 

José Niza, autor de temas como “E depois do adeus”, foi médico psiquiatra, compositor e deputado e autarca do Partido Socialista em Santarém, onde durante dois mandatos presidiu à assembleia municipal. Residia em Perofilho, nos arredores de Santarém.

Como músico trabalhou com Janita Salomé, Tonicha, Paulo de Carvalho, Simone de Oliveira e Carlos do Carmo, entre muitos outros, tendo, como autor, vencido quatro festivais RTP da Canção.

 

 

 

 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Jose Niza - Golden Gate - um quase diário de guerra

Transcrevemos na parte que interessa o email recebido da viuva do nosso antigo camada – José Niza –  médico do nosso batalhão.
 Fizemos um pedido para transcrever parte do seu livro – Golden Gate – um quase diário de guerra e aqui fica a resposta.
 "Fiquei muito sensibilizada com o seu e-mail pela forma como se refere ao meu marido, que me mostra que ele não foi esquecido por aqueles (alguns, pelo menos) que com ele passaram aqueles inesquecíveis e dolorosos anos de guerra em Angola.
 Acho muito interessante a sua intenção de escrever sobre esse tempo, para que esses factos não vão desaparecendo com o passar do anos e ninguém melhor do que quem os viveu e a eles assistiu para os relatar.  
 Claro que o autorizo a transcrever o que quiser do livro do meu marido, tenho até muito gosto nisso e deixo a escolha das passagens ao seu critério.
 Agradeço muito ter-se lembrado de me oferecer o troféu de comemoração dos 45 anos do vosso embarque. Terei muito prazer em o receber e o guardar com todo o carinho em memória do meu marido que, se cá estivesse, tenho a certeza celebraria essa data com todos os seus companheiros com muito amizade e emoção."