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segunda-feira, 18 de junho de 2018

2018 - Confraternização anual - I - Restaurante

Restaurante e local

“A Lareira” tem as suas portas abertas há mais de vinte anos, trabalhando desde então com dedicação e brio, proporcionando a todos os seus clientes refeições requintadas, confeccionadas com esmero e saber adquirido de tantos anos.
Casa de grande tradição na região Oeste, “A Lareira” conquistou ao longo dos anos o respeito e a fidelidade de muitos clientes, graças ao seu trabalho dedicado e rigoroso, orientada apenas por um propósito: o de agradar a todos os que a elegem para assinalar uma data inesquecível nas suas vidas. Por respeito a esta opção, a gerência e todos os funcionários de tudo fazem para corresponder às mais elevadas expectativas e à confiança que neles é depositada.
Situada numa zona eminentemente turística (a 10 Km da vila de Óbidos), entre a cidade de Caldas da Rainha e a praia da Foz do Arelho, congrega o que ambas têm de melhor a modernidade da cidade e a tranquilidade e calor da praia.




domingo, 17 de junho de 2018

Zau Évua em 27 de Fevereiro de 2016, sábado.


Ainda antes de sairmos de Zau Evua, passámos pela povoação para deixar o ilustre Soba que nos acompanhou na visita.








Obrigado António Garcia, Soba de Zau Evua pelas explicações e pelos momentos agradáveis que partilhámos.

Estava na hora de seguir para M’banza Kongo, para conhecer de perto os testemunhos da sua história, que serão relatados no próximo artigo.

Zau Evua, 27 de Fevereiro de 2016, sábado.

Não se percebe por estas fotos onde era o nosso aquartelamento antigo, certamente que a povoação será noutro local

sábado, 16 de junho de 2018

Guerra Colonial - Norte de Angola



A reocupação do Norte de Angola pelas autoridades portuguesas foi condicionada pela debilidade do dispositivo militar em todos os territórios ultramarinos. Em Angola, em 1960, os efectivos militares eram inferiores a cinco mil homens, mal armados, mal equipados e mal instruídos. 
Na «Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África», documento oficial do Exército sobre a guerra, afirma-se: «Após a independência do Congo ex-Belga, a 30 de Junho de 1960, em virtude das facilidades concedidas por este novo país, os movimentos político-subversivos tornam-se mais activos, vindo a confirmar os indícios técnicos que as autoridades portuguesas possuíam de que se aproximava uma fase violenta em Angola (...) Perante o perigo, o dispositivo militar de Angola é reforçado - ainda em 1960 - com tropas metropolitanas: três companhias de caçadores especiais.» 
É este «reforço» de quatrocentos homens que as autoridades portuguesas consideram adequado face à situação que evolui, aparentemente, sem causar mais preocupações ao Governo português. 
A «contaminação» do Congo leva a que uma publicação oficial da época resuma a situação da seguinte maneira: « ( ... ) a actividade desenvolvida no nosso território, no final de 1960, dava os seus frutos, no Norte de Angola, pois já se notavam ali sinais de menos respeito e até de insubordinação entre alguns trabalhadores indígenas.»  (Cadernos Militares, «O Caso de Angola»). 
Em Janeiro de 1961 ocorrem os acontecimentos da Baixa do Cassange e, em 4 de Fevereiro, a Casa de Reclusão Militar, a Esquadra de Polícia Móvel e a Cadeia de São Paulo são assaltadas por um grupo de guerrilheiros. Estes acontecimentos motivam a seguinte conclusão da referida resenha: «Os efectivos militares da capital, na sua maioria formados por tropas nativas, eram muito reduzidos para manter a ordem ... » 
Em 15 de Março do mesmo ano, a UPA/FNLA assalta e queima povoações e fazendas no Norte, sendo de notar que em nenhuma das localidades existia guarnição militar. 
É, pois, com os efectivos existentes desde Junho de 1960, incluindo o reforço das três companhias de caçadores especiais - colocadas em Cabinda, Toto e Luanda - que se inicia a reocupação do Norte e se procura garantir a segurança das pessoas e bens. 

Finalmente, em 13 de Abril, perante a evidente gravidade da situação e a necessidade de medidas militares de maior amplitude, Oliveira Salazar, que passara também a ocupar a pasta da Defesa Nacional, após a tentativa de golpe de Estado que pretendia afastá-lo (golpe Botelho Moniz), ordenou o envio rápido e em força de expedições militares para Angola, saindo os primeiros contingentes de Lisboa em 19 (via aérea) e 21 (via marítima) desse mês - o primeiro contingente militar, para Angola, por via marítima embarca a bordo do navio Niassa, em 21 de Abril, os soldados embarcam com o uniforme de caqui, capacete e equipamento de campanha. 
Os primeiros efectivos militares chegam, assim, a Angola, em 1 de Maio: 
- dez meses após a independência do Congo ex-Belga; 
- quatro meses após os acontecimentos da Baixa do Cassange; 
- três meses após o assalto às prisões de Luanda; 
- mês e meio após o início das acções da UPA/FNLA no Norte de Angola. 

Apesar de tudo, como o citado texto oficial da história das campanhas realça, «as Forças Armadas não foram surpreendidas pela decisão do Governo: havia mais de um ano que vinham estudando a reorganização e o reforço das forças no Ultramar, com prioridade para Angola». 
Depois da resposta dada pelas forças presentes em Angola vai iniciar-se a reocupação do Norte, agora por forças militares portuguesas expedicionárias. 
Em 1 de Maio de 1961, chegou no navio Niassa o primeiro grande contingente militar a Luanda e, em meados desse mês, as colunas militares destas forças, constituídas por unidades do tipo batalhão e companhia de caçadores, começaram a deslocar-se para Nordeste. A fase de reocupação fora iniciada. 
A prioridade do comando militar é impedir, ou no mínimo dificultar, a ligação dos guerrilheiros às bases no Congo, cortando-lhe as linhas de reabastecimento através da fronteira. 
Os batalhões de caçadores 88 e 92, desembarcados do Niassa, recebem a missão de ocupar, respectivamente, Damba e Sanza Pombo, no recém-criado Sector Operacional 2, com sede no Negaje, e destacam companhias para junto da fronteira: Maquela do Zombo e Santa Cruz. 
O Batalhão de Caçadores 156, ocupa São Salvador e tem uma companhia em Cuimba. Para atingir as regiões a este dos Dembos, é necessário utilizar o longo itinerário de Luanda para o Negaje por Catete, Salazar e Lucala, o único que os guerrilheiros ainda não dominavam. Uma companhia do Batalhão de Caçadores 88 demorou dezoito dias de Luanda a Maquela do Zombo, tendo de remover dois mil abatises e mais de trezentas valas que cortavam os itinerários. O batalhão de Ambrizete instala uma companhia em Santo António do Zaire e outra em Nóqui. 
Forças da Marinha, desembarcadas em Ambrizete, ocupam Tomboco e Quinzau, em 14 de Junho. 
O dispositivo de interdição da fronteira está montado no início de Julho, o que permite iniciar a fase de reocupação do interior dos Dembos, que vai durar cerca de quatro meses e cujos pontos mais significativos serão a tomada de Nambuangongo - Operação Viriato - , de Quipedro, da serra da Canda e da Pedra Verde, o último refúgio

sexta-feira, 15 de junho de 2018

2018-Confraternização anual

ZAU ÉVUA - Grutas


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Grutas de Zau Évua - documentação retirada do blog https://prazerdeconhecer.wordpress.com

Esta gruta situa-se a 68 km de M’Banza Kongo e a 150 km depois de N’Zeto, na estrada que liga estas duas cidades.

Um enorme afloramento rochoso pouco comum nesta região, dá a primeira indicação do local da 
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gruta.O local está devidamente sinalizado sendo muito fácil o seu acesso, coisa rara neste país…



Mesmo assim, preparei um mapa que pode ser descarregado em formato pdf: Zau Evua

Para visitar as grutas, é conveniente ir à povoação vizinha e falar com o Soba, de seu nome António Garcia, conhecido pelo “Curva, curva, não! Linha direita!”.

Estabelecido o contacto, encontrámos uma pessoa simpática e afável que se vestiu a rigor para nos acompanhar nesta visita.

Pelo caminho foi explicando que Zau Evua, na língua local, Kikongo, quer dizer Nove Elefantes, mais adiantou que estas grutas são uma das sete maravilhas de Angola, que ele já apareceu em vários livros e filmes, e outras histórias…

Antes de podermos visitar as grutas o Soba informou que deveria dar conhecimento da visita ao comandante da Escola de Instrução de Policia situada ali mesmo perto da entrada das grutas.

Após as formalidades, lá fomos acompanhados pelo Soba e mais alguns agentes da dita escola.

“Protocolarmente” falando, não podia ser mais completa esta visita.

Antes de entrar o Soba rezou para que a nossa visita decorresse em segurança e claro, pediu uma contribuição…

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A gruta apresenta uma sala grande logo à entrada e quer a entrada, quer a circulação não seu interior se processa sem riscos de maior, sendo necessário calçado apropriado e lanterna para iluminação.

Uma vez no seu interior, podemos observar várias formações de estalactites e estalagmites, pequenos desenhos nas paredes e um pequeno lago, onde o Soba bebeu e insistiu para que também bebêssemos daquela água fresca e cristalina…

Os desenhos que vimos, segundo o Soba, terão sido feitos por habitantes da região que ali se escondiam para fugir aos comerciantes de escravos.

Outro aspecto interessante nesta gruta é a cor verde que cobre parte das paredes do seu interior.

Agora as imagens que embora não tendo a melhor qualidade, (foram tiradas sem luz)

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À saída não deixámos de admirar este maciço rochoso que nesta paisagem toma uma posição de destaque.
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