"Estatuto do Antigo Combatente é um reconhecimento aos que «combateram em nome do País»
O Estatuto do Antigo Combatente é uma forma de «corresponder àquilo que é a obrigação do Estado de reconhecer o dever de gratidão em relação àqueles que combateram em nome do País», afirmou o Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.
Numa declaração à agência de noticias Lusa, o Ministro referiu que o Governo irá «tão longe quanto possível» face às «circunstâncias financeiras» para reconhecer a gratidão àqueles que «combateram em nome do País».
«É claro que nunca poderemos ser tão generosos, tão ambiciosos quanto gostaríamos, mas iremos tão longe quanto possível nas circunstâncias financeiras que o país permita», frisou. João Gomes Cravinho disse também que o Governo quer que o estatuto para os ex-combatentes na Guerra Colonial (1961-1975), «tantas vezes referida em discursos, em momentos solenes», seja «traduzida para uma realidade material».
A proposta governamental prevê, entre outros benefícios, um «complemento especial» de 7% «ao valor da respetiva pensão por cada ano de prestação de serviço militar» e a gratuitidade do passe intermodal nos transportes das áreas metropolitanas e das comunidades intermunicipais para todos os antigos combatentes.
Para o Ministro, a proposta do passe gratuito é boa e «terá um impacto significativo material bastante importante».
A lei, aprovada em Conselho de Ministros, em 5 de dezembro, visa «concretizar o reconhecimento do Estado Português aos militares que combateram ao serviço de Portugal», tanto nas guerras em África (1961-1975) e outras missões militares portuguesas posteriores, da NATO, ONU ou União Europeia.
Uma vez que este é um diploma com implicações orçamentais para 2021 e sujeito à votação na Assembleia da República, o Ministro disse que está disponível para apreciar ideias e propostas dos grupos parlamentares, «olhar para aquilo que trazem para a mesa» e fazer um debate que «permita uma convergência»."
Um destes dias, que a inspiração não falte e as recordações e lembranças do que foram as recrutas e especialidades de Infantaria em Tavira, deixaremos aqui uma pequena análise, como o Exercito Português preparava os seus militares, para uma guerra que existia há alguns ou muitos anos.
Ó que se passava nos tempos do inicio das actividades militares, que se designavam então como "recruta" e a posterior especialização, designada então por "especialidade"!
Para quem desconhece ou não se recorda, deixamos a listagem abaixo das diversas unidades, entre muitas que se encontravam sediadas em Liuanda.
Em Luanda que era a capital de Angoa, não havia guerra, Hvia mjuitos militares, fardados e à civil.
Curioso, curioso, era perceber porque razão era considerada "zona operacional" a 100%. O teatro de operacções em função de cada zona operacional tinha em consideração uma pwercentagem de perigosidade face à influência e à actividade operacional do IN-
Pois, nos comandos e em muitas mais situações de hierquia nessas unidade, os sargentos e oficiais eram profissionias, eram militares de carreira e m Luanda, onde não havia guerra o seu tempo estadia era contado a dobrar, ao dia e cada dia valia dois, pois então.
O pessoal do Bcac2877, que esteve no Norte de Angola, numa zona operacional a 100% foi assim considerado, como nos dias de chegada a Luanda e igualmente nos dia de regresso.
Aqui segue uma lista, retirada da Net, para se compreender que para muitgo pesoal militar profissional, houve uma mina na contagem do tempo de sewrviço para quem ficpu por Luanda. Vejam só.
Exército em 1974
Guarnição Normal
Comando da Região Militar de Angola (RMA) (Luanda)
Chefia do Serviço de Assistência Religiosa da RMA (Luanda)
Chefia do Serviço de Contabilidade e Administração da RMA (Luanda)
Por puro interesse de saber o que se passou pelos lugares onde o BCAC2877, aqui deixamos um lugar onde se contam algumas passagens desta CCAC na nossa antiga zona de intervenção
A companhia de caçadores 3532 integrava o Batalhão 3879, colocado na primavera de 1972 na região do Quitexe, onde se instalou a Companhia de Comando e Serviços. As três companhias operacionais foram colocadas em Santa Isabel (3532), Aldeia Viçosa (3533) e Zalala (3534). Durante este ano os quatro grupos de combate revezaram-se na ocupação a dois grupos duma base táctica na serra Vamba (que deu o nome à base), e donde se lançou a maior parte da atividade operacional.
Um ano depois a unidade deixou o Uíge, transferindo-se para o Zaire, com o comando e a 3534 colocados em Ambrizete. A 3533 ficou no Tomboco, a cerca de 80 quilómetros (com alcatrão), e a 3532 mais 32 quilómetros distante, por estrada de terra batida, em Quiximba. Durante um ano, também um grupo de combate era mensalmente colocado em Zau Évua, antiga sede de um batalhão, e cuja ocupação a dois grupos era partilhada com a companhia do Quiende, que dirigia.
https://vivevence.weebly.com/
Podem ver aqui algumasfotos da passagem do pessoal deste batalhao por Zau Évua, aqui
O número de antigos combatentes a ser abrangidos pelo Estatuto, não foi oficialmente divulgado mas, segundo fontes militares, deverá ultrapassar os 200 mil.Pois então, deve pedir-se aos nossos ilustres Deputados que se apressem a aprovar o Estatuto que, recordamos que o projecto foi aprovado pelo Goberno já lá vai mais de um ano.
Conselho de Ministros aprova Estatuto do Antigo Combatente11 abr, 2019
“A aprovação desta proposta de lei vem concretizar o reconhecimento do Estado Português aos militares que combateram ao serviço de Portugal”, refere o comunicado do Conselho de Ministros.O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o Estatuto de Antigo Combatente, que reúne “numa só peça legislativa o conjunto de direitos consagrados pela lei aos ex-militares ao longo do tempo”. “A aprovação desta proposta de lei vem concretizar o reconhecimento do Estado Português aos militares que combateram ao serviço de Portugal, fornecendo o enquadramento jurídico que lhes é aplicável”, refere o comunicado enviado à Renascença. De acordo com a mesma nota, o novo estatuto engloba os “instrumentos de apoio económico e social desenvolvidos pelo Ministério da Defesa Nacional”, tais com a Rede Nacional de Apoio, o Plano de Ação para Apoio aos Deficientes Militares e o Centro de Recursos de Stress em Contexto Militar. Cria ainda “novos instrumentos, como o Plano de apoio aos Antigos Combatentes em situação de sem-abrigo, destinado a apoiar o envelhecimento digno e acompanhado daqueles que serviram o país em teatros de guerra”. É também criada uma Unidade Técnica Interministerial para os Antigos Combatentes, cuja missão é “coordenar a implementação do estatuto, assim como o Cartão do Antigo Combatente, um documento pessoal e vitalício que, além do carácter simbólico, é um instrumento de simplificação do acesso a direitos sociais e económicos consagrados na legislação portuguesa”. O Estatuto de Antigo Combatente define o dia 11 de novembro – data do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial – como o Dia Nacional do Combatente
É difícil começar o texto deste 2º acto. As personagens já são conhecidas, os cenários são os do costume. O 2º acto duma má peça nunca melhora o espectáculo.
O tipo da CUCA (Companhia União de Cervejas de Angola) que tinha prometido trazer.nos, a mim e ao capitão Moreira Campos, para Zau Évua, baldou-se À hora combinada - oito da manhã - la estivemos à espera dele, mas nada. Acabámos por alugar um táxi aéreo que nos trouxe directamente para aqui, o que me custou um conto de réis. A viagem demorou uma hora e um quarto e foi uma maravilha. Como estes aviõeszinhos voam a quinhentos metros de altitude, vê-se tudo. Passamos por regiões e florestas lindas. E deu para perceber como é fácil para os turras abrigarem-se nelas e atacar as tropas. Lagos, rios, florestas, penhascos, policromia de tons de verde. A nossa zona é muito mais árida e plana. E, por isso mais segura.
Consegui que a Voz de Angola me arranjassem cópias de gravações de musica popular. Eles tem imensa musica gravada e fizeram uma recolha impressionante, à Giacometti. O operadora de rádio contou-me que há uma grande roubalheira de gravações e que alguém as manda para Paris para fazerem discos. Discos esses que depois aparecem à venda em Luanda sem ninguém saber como cá chegaram."