Helio Miranda ·copia do Facebook
Foram jovens. Voltaram velhos. Alguns nunca voltaram...Hélio Miranda, 19 de Julho de 2026.Partiram quando a vida ainda mal tinha começado. Eram filhos, irmãos, maridos, pais. Eram jovens cheios de sonhos, de esperança e de um futuro por construir. Mas a Pátria chamou... e eles responderam.Deixaram para trás a família, os amigos, o conforto e a juventude. Vestiram a farda sem saber se voltariam a abraçar quem amavam. Caminharam por terras estranhas, enfrentaram o medo, a dor, a saudade e a morte. Muitos regressaram com feridas que nunca cicatrizaram. Outros ficaram para sempre onde tombaram, dando a vida por Portugal.Os que voltaram nunca regressaram verdadeiramente os mesmos. Trouxeram no silêncio o peso da guerra, na alma as memórias que ninguém consegue apagar e no coração os rostos dos camaradas que ficaram para trás.E hoje... o que lhes damos em troca?Demasiadas vezes, o esquecimento.É doloroso ver homens que deram tudo pela sua Pátria viverem sem o reconhecimento, o respeito e a dignidade que merecem. Homens que ofereceram os melhores anos da sua vida recebem, tantas vezes, apenas migalhas. Como se o sacrifício, a coragem e a entrega tivessem prazo de validade.Um povo sem memória é um povo que perde a sua identidade. Uma nação que esquece aqueles que a serviram nos momentos mais difíceis está a esquecer uma parte de si própria.Não lhes devemos apenas homenagens em dias de cerimónia. Devemos-lhes gratidão todos os dias. Devemos-lhes respeito enquanto viverem. Devemos-lhes dignidade. Porque a verdadeira grandeza de um País mede-se pela forma como honra aqueles que tudo deram por ele.Que Portugal nunca esqueça os seus ex-combatentes.Que os seus nomes nunca sejam apenas páginas da História.Porque a liberdade, a paz e a Pátria tiveram um preço. E esse preço foi pago por homens que partiram jovens, enfrentaram o inferno e regressaram carregando um peso que nunca escolheram.A eles não devemos pena. Devemos eterna gratidão. E a gratidão nunca pode ser feita de migalhas.
Foram jovens. Voltaram velhos. Alguns nunca voltaram...
Hélio Miranda, 19 de Julho de 2026.
Partiram quando a vida ainda mal tinha começado. Eram filhos, irmãos, maridos, pais. Eram jovens cheios de sonhos, de esperança e de um futuro por construir. Mas a Pátria chamou... e eles responderam.
Deixaram para trás a família, os amigos, o conforto e a juventude. Vestiram a farda sem saber se voltariam a abraçar quem amavam. Caminharam por terras estranhas, enfrentaram o medo, a dor, a saudade e a morte. Muitos regressaram com feridas que nunca cicatrizaram. Outros ficaram para sempre onde tombaram, dando a vida por Portugal.
Os que voltaram nunca regressaram verdadeiramente os mesmos. Trouxeram no silêncio o peso da guerra, na alma as memórias que ninguém consegue apagar e no coração os rostos dos camaradas que ficaram para trás.
E hoje... o que lhes damos em troca?
Demasiadas vezes, o esquecimento.
É doloroso ver homens que deram tudo pela sua Pátria viverem sem o reconhecimento, o respeito e a dignidade que merecem. Homens que ofereceram os melhores anos da sua vida recebem, tantas vezes, apenas migalhas. Como se o sacrifício, a coragem e a entrega tivessem prazo de validade.
Um povo sem memória é um povo que perde a sua identidade. Uma nação que esquece aqueles que a serviram nos momentos mais difíceis está a esquecer uma parte de si própria.
Não lhes devemos apenas homenagens em dias de cerimónia. Devemos-lhes gratidão todos os dias. Devemos-lhes respeito enquanto viverem. Devemos-lhes dignidade. Porque a verdadeira grandeza de um País mede-se pela forma como honra aqueles que tudo deram por ele.
Que Portugal nunca esqueça os seus ex-combatentes.
Que os seus nomes nunca sejam apenas páginas da História.
Porque a liberdade, a paz e a Pátria tiveram um preço. E esse preço foi pago por homens que partiram jovens, enfrentaram o inferno e regressaram carregando um peso que nunca escolheram.
A eles não devemos pena. Devemos eterna gratidão. E a gratidão nunca pode ser feita de migalhas.
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