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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Ambrizete - Baía e Brinca na Areia e as histórias



Hoje voltamos ao tema depois de termos comentado no Facebook do António Messias, Foto-cine que esteve connosco até as meias só terem a parte superior e a farda já não ter ponta por onde se lhe pudesse pegar.
Agora voltamos a Ambrizete, à praia, ao Brinca na Areia e aos barcos que todos os dias iam ao mar na captura do peixe fresco.
Pois na altura era assim, no Brinca na Areia comia-se e bebia-se do bom e bem.
Passados poucos dias de termos chegado a Ambrizete, naquela paragem duns dias por ali, antes do rumo a Luanda e o regresso ao Puto recebeu-se no Centro de Operações uma mensagem que dava conta do afundamento da traineira que operava naquela zona e que fazia parte da pesca nas gambas ou camarões.  Assim foi, passados poucos dias já nºao havia marisco daquele para acompanha as Cucas ou as Nocal.
Da praia, recordamos a forte ondulação que ao fim do dia se registava. A embarcações de pesca artesanal, que navegavam para o largo, deixando de se ver de terra, com as velas escuras, feitas da serapilheira das sacas de batatas e tendo como mastros canas da Índia. Regressavam com algum pescado e com  muita dificuldade em colocar os barcos em terra firme.  Os fundos das chatas estavam cobertos de cimento e alcatrão.
Que a baía era linda e enorme, lá isso era.
Ainda por lá dei umas voltas com um daqueles jipões enormes da segunda-guerra que estavam no pelotão de transportes sediado no Ambrizete - um dos responsáveis  tinha sido meu instruendo nas Calda da Rainha

terça-feira, 28 de maio de 2019

Ambrizete - Brinca na Areia

José Niza - médico psiquiátrico para todos o serviço



Recordar José Niza (1938-2011) - em  Sete Vidas que esteve no nosso habitual almoçoacompanhado de sua esposa,  pouco tempo antes de falecer

LETRAS

23.09.2011 às 14h01




Faleceu, sexta-feira aos 75 anos, o músico, em Lisboa, o músico, letrista, médico e ex-deputado socialista José Niza. Entre muitas outras canções foi o autor de E Depois do Adeus, tema interpretado por Paulo de Carvalho. Republicamos aqui a 'autobiografia' que escreveu para o JL


JOSÉ NIZA

Sete vidas são as que vivi até agora. E 70 os anos que espero completar em Setembro próximo. Antes de percorrer convosco os sete caminhos desta saga de andarilho, deixem-me proclamar que estou agradecido à vida. A verdade é que a vida me correu bem, tive sorte, encontrei a mulher certa, tenho três filhos que só sabem dar alegria aos pais, tive até a felicidade de viver o 25 de Abril de 1974. Quase tudo o que me aconteceu não foram coisas que perseguisse, ou que correspondessem a projectos de vida.
À excepção da minha mulher e da opção pela Medicina, tudo o resto veio ter comigo, paulatinamente enriqueceu e comandando a minha vida. Nunca me passou pela cabeça ser deputado, ou director de programas da RTP, ou escrever cerca de 300 canções, ou estar dois anos numa guerra. Por tudo isto agradeço à vida o que me deu. Não tenho livro de reclamações a não ser para lutar pelos direitos dos pobres, dos humildes e para que haja mais justiça e solidariedade em Portugal.
Comecemos então pelo princípio. Em 16 de Setembro de 1938 fui nascer a Lisboa, na Maternidade Alfredo da Costa, mas rapidamente regressei a Portalegre onde o meu pai era engenheiro da Junta Autónoma das Estradas. Primeiro filho, primeiro neto e primeiro sobrinho de tias e tios solteiros, a minha chegada ao mundo fez de mim um pequeno príncipe. Cedo, muito cedo, me apaixonei pela vida no campo. A apanha da azeitona e dos figos. As vindimas, as ceifas e as debulhas em Campo Maior, na eira do meu avô, onde comia gaspacho fresquinho com os ganhões, nos dias tórridos de Agosto.
Aos 6 anos mudámo-nos para Santarém, onde fui matriculado na 1ª classe da escola do Salvador.
Aos 7 fiz o meu primeiro discurso político! D. Adélia, a minha professora, tinha-me escolhido para falar na inauguração da nova escola de S. Bento, onde botariam discurso as figuras gradas da política local. Convinha que um menino animasse a cerimónia. Li uma folhinha escrita pela professora (que a minha mãe guardou).
Saí-me bem, mas não fazia ideia do que tinha dito. Muitos anos depois a minha mãe mostrou-me a tal folhinha. Seria difícil tecer maiores elogios a Salazar! Depois foi o Liceu. No exame do 2º ano dispensei das provas orais. O único, entre mais de 1 200 alunos de todo o distrito.
O meu pai ofereceu me uma linda bicicleta e eu lá ia pedalando à volta do Liceu, enquanto os outros faziam as orais.
Mais ou menos por essa altura, com uns 12 anos, fui a um baile no Clube de Santarém e conheci uma loirinha de olhos azuis, muito bonita e muito tímida. Mal sabíamos então o que aquele encontro iria significar nas nossas vidas. Aos 14 anos comecei a tocar guitarra, aprendendo por discos de 78 rotações de Artur Paredes.
Santarém tinha uma sólida e saudável tradição académica, naturalmente de matriz coimbrã. E foi por isso que escolhi Coimbra para estudar Medicina, uma das melhores opções da minha vida. Para além de Medicina aprendi coisas que moldaram a minha forma de ver as coisas, a democracia, e conheci amigos de uma geração até hoje não repetida.
Em 31 de Dezembro de 1960 o dia do assalto ao quartel de Beja o meu pai morreu inesperadamente.
Tive de suspender os estudos durante três anos para tratar dos negócios da casa. Foram tempos difíceis para os quais não estava preparado.
Em 1966 concluí o curso e três meses depois casei-me com a tal loirinha de olhos azuis, que entretanto se tinha transformado numa das mulheres mais bonitas que conheci.
Ficámos a residir em Coimbra onde nasceu a nossa primeira filha. Apaixonei-me pela Psiquiatria e fiz a tese de licenciatura sobre esquizofrenia.

Em 1969 fui mobilizado para a Guerra Colonial, em Angola, como alferes-médico.

Dois anos nas matas, muitas canções escritas e um alto louvor militar por actos médicos.

No regresso, em 1971, optei por ficar a residir em Lisboa. Trabalhava à tarde como director de produção da editora Arnaldo Trindade (Zeca, Adriano, Paulo de Carvalho, Mário Viegas, etc.) e de manhã no Hospital Miguel Bombarda.
O 25 de Abril foi um dia em que o tempo parou para que a felicidade durasse mais tempo. Soube entretanto que E depois do adeus tinha servido de senha musical para que Salgueiro Maia e os outros capitães de Abril saíssem dos quartéis.
Foram assim minhas as primeiras palavras dessa histórica noite. Filiei-me no PS de Santarém, sem qualquer propósito de ser candidato à Assembleia Constituinte e, muito menos, deputado eleito.
Mas foi o que aconteceu.
Deixei em suspenso o Hospital e a Psiquiatria, convencido de que, uma vez aprovada a Constituição, para lá voltaria. Seria uma coisa de meses... Mas, afinal, foram muitos anos parlamentares, interrompidos por duas passagens pela área do tratamento das toxicodependências, uma delas de dez anos, e outras duas pela RTP, primeiro como director de programas e depois como membro da Administração. Em 2002 aposentei-me da função pública e adquiri um novo e excelente estatuto: nem horários, nem patrões.
O único cargo que actualmente exerço é o de presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores.
Televisão - Ser director de programas e administrador da RTP foram experiências exaltantes.
O poder e a responsabilidade de decidir que programas Portugal iria ver (ainda não existiam TV's privadas) era um grande peso diário sobre os meus ombros. Em 1977 não tinha qualquer experiência de televisão, mas tinha uma ideia de qual deveria ser o papel de uma televisão de serviço público. Desse período fi caram programas históricos como Gabriela a primeira telenovela apresentada em Portugal A visita da Cornélia e A Feira, programas culturais como Se bem me lembro, de Vitorino Nemésio, Música e Silêncio, de António Vitorino de Almeida, Melomania, de João de Freitas Branco. Ou, para os mais novos, Peço a Palavra, de Mário Viegas, Heidi ou Os Marretas.
Em 1978 fui obrigado a pedir a demissão quando percebi que estava em curso uma manobra para colocar na cúpula da RTP pessoas da confiança política e pessoal de Ramalho Eanes, então Presidente da República. Regressei em 1983.
E desses quase dois anos, ficaram séries como O Tal Canal, do Herman José, Palavras Ditas, do Mário Viegas, a telenovela Chuva na Areia, Viva a Cultura, do António Mega Ferreira, Jogos sem Fronteiras, o Concurso 1, 2, 3, do Carlos Cruz, Mátria, da Natália Correia, etc. Penso, no entanto, que o melhor que deixei na RTP foi a recuperação do seu arquivo, salvo de uma inundação (1978) e transferido, em três dias, para as instalações onde ainda hoje está.
Política - Tudo começou nos tempos de liceu. A insuportável Mocidade Portuguesa, os contínuos informadores da PIDE. Mas também, em contraponto, a quase clandestinidade conspirativa do Cine-Clube. Logo que cheguei a Coimbra tive o meu baptismo de fogo com uma carga da GNR, por causa de um protesto estudandil contra o decreto 40.900, que retirava autonomia à Universidade.
A PIDE inaugurou a minha ficha em 1961, ano em que muitas coisas decisivas aconteceram em Portugal. Em Coimbra a minha luta contra o regime foi sobretudo feita através da música, com José Afonso, Adriano, no Jazz, ou no teatro académico (CITAC) com música para peças que acabavam sempre proibidas.
Em 1974, o 25 de Abril inverteu finalmente a ordem anormal das coisas. A campanha eleitoral para a Constituinte foi a mais exaltante experiência política da minha vida. Cheguei a iniciar, com a Maria Barroso, um comício em Constância, às 3 da manhã! Estive 15 anos no Parlamento, presidi a várias comissões, apresentei algumas leis de minha iniciativa. Cumpri também dois mandatos no Conselho da Europa. Hoje olho para a Assembleia da República com algum desencanto: melhoraram as gravatas, mas rareiam as ideias.
Música - O meu bisavô José Niza foi um excelente compositor erudito e director de orquestra. O meu avô João Niza tocava flauta. E a minha mãe, piano. A música era uma espécie de oxigénio que se respirava lá em casa. Durante o Liceu comecei a aprender guitarra. Depois, em Coimbra, foi o fado, acompanhando Luiz Goes, Machado Soares, Zeca Afonso. Com o Zeca e o Adriano foram as baladas líricas e depois a canção de intervenção.
E ainda o Jazz. Como não sabia escrever música, só comecei a compôr quando apareceram os gravadores de cassetes. A maior parte das minhas cerca de 300 canções filas no final dos anos 60 e na década de 70, para vozes como Adriano, Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, Carlos Mendes, etc. Mais recentemente, para Mísia e Kátia Guerreiro.
Ganhei quatro Festivais RTP da Canção, um recorde que divido com Ary dos Santos. Um deles, com E depois do adeus, a primeira senha musical do 25 de Abril
PS. O José Carlos de Vasconcelos foi claro e taxativo - máximo 9.000 caracteres! Como já os gastei, não há mais papel para escrever sobre a Guerra Colonial, a Psiquiatria e outras vidas que vivi. Dommage.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

BCAC2877 - blog razão de ser


Este blog tem vivido com o contributo de material fotográfico de muitos ex-camaradas nossos.
Os temas que são apresentados nas diversas mensagens, resultam quase sempre da "inspiração" no momento  do bloguer,
Os temas e os momentos de inspiração, não se esgotam mas tendem a ser em cada momento, menores e muitas vezes sem grande interesse.
Várias vezes foram pedidos contributos e não foram muitos os que chegaram.
Escrever ou publicar votos ou testemunhos é um bom motivo para passar minutos ou horas com este "trabalho"
Desde sempre, temos dito que o maior interesse do que se publica, é um reviver dos tempos de quem passou pela guerra e que sofreu os seus traumas, medos, angústias e desgostos.
è igualmente dar a conhecer, sempre que possível, aos mais novos, filhos, netos e hoje até aos bisnetos o que se passou em África na guerra.
Grande parte desse passado, está ser depreciado, esquecido e até muitas vezes, vulgarizado.

domingo, 26 de maio de 2019

Votar



Votar
Hoje e sempre que haja eleições

"O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa,

Relembrar que  o acto de votar em liberdade se ficou a dever à revolução do 25 de Abril.
Relembrar ainda que foi essa revolução que criou condições para que a Guerra Colonial tivesse acabado e com ela o fim do envio de mais umas centenas de milhares de portugueses para África.
Não importa aqui sublinhar em que se vota, mas votar é preciso. Ajuda a fazer uma escolha, indica com um voto, um caminho.
A liberdade está associada ao voto.
A liberdade criada com o 25 de Abril de 1974, já não deu para que quem como nós não tivéssemos que ser obrigados a combater em África, mas deu, para que muitos outros não enfrentassem a ida e a guerra.
O voto não sendo obrigatório e um dever - escolher para a Europa, para Portugal ou para as Autarquias

Nós vamos votar

sexta-feira, 24 de maio de 2019

2019 XXVI Encontro Nacional de Combatentes 2019

 

 

Convite     

XXVI Encontro Nacional 
de Homenagem aos Combatentes

 

A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2019 promove no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, o seu XXVI Encontro Nacional. As cerimónias que ali terão lugar têm por objectivo prestar homenagem a todos aqueles que combateram e combatem em defesa dos valores e da perenidade da Nação Portuguesa.

Por esta razão, ali se reúne sempre um tão grande número de Portugueses, não só os que foram Combatentes no Ultramar e os que mais recentemente serviram em missões de paz no estrangeiro, mas também todos aqueles que, amantes da nossa História e envolvidos na construção de um futuro mais próspero para a sociedade portuguesa, querem ser participantes activos nesta homenagem.
 

 

Programa
10h30 – Missa de sufrágio pelos Combatentes que tombaram pela Pátria, na Igreja de Santa Maria no Mosteiro dos Jerónimos;
12h15 – Abertura da cerimónia junto ao Monumento aos Combatentes;
12h16 – Palavras de abertura do Vice-Almirante João Pires Neves, Presidente da Comissão Executiva;
12h19 – Leitura da mensagem de Sua Excelência o Presidente da República;
12h23 – Discurso alusivo à cerimónia pelo Prof. Bernardo Pires de Lima;

12h31 – Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana);  

12h38 – Homenagem aos Mortos e deposição de flores;

13h02 – Hino Nacional pela Banda da GNR. Salva protocolar por navio da Marinha;

13h05 – Passagem de aeronave da Força Aérea;
13h09 – Passagem final pelas lápides;
13h30 – Salto de Pára-quedistas do Exército;
13h35 – Almoço-convívio nos terrenos frente ao Monumento.

 

O Presidente da República enviará uma coroa de flores e uma mensagem aos Combatentes. São convidados de honra o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, as Chefias Militares, os militares agraciados com a Ordem Militar da Torre e Espada, o Comandante-Geral da GNR, o Director Nacional da PSP, os presidentes das Associações de Combatentes, o Secretário Executivo da CPLP e os Adidos Militares ou Culturais juntos das embaixadas da CPLP em Lisboa.

 

Participa! Vem homenagear os que serviram a Pátria.

 

 

 

 



quinta-feira, 23 de maio de 2019

Zau Évua - Morros



Aqui estão os morros que conhecemos e que muita da nossa tropa subiu para faze PO - r"posto de observação"
Hoje a picada está como está, nesta foto, mas há outras fotos em que já há estrada alcatroada.
O centro de formação da policia de Angola está sediada em Zau Évua, mas não no antigo local do nosso aquartelamento.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Ex-combatentes na miséria

Há antigos combatentes que têm pensões de pobreza”

O presidente da Liga dos Combatentes, Joaquim Chito Rodrigues, apelou “à compreensão e ao reconhecimento e solidariedade para com os antigos combatentes da guerra do Ultramar e das operações de paz e humanitárias”, para que sejam aplicadas “medidas concretas de caráter económico e social”.
“Há antigos combatentes que não são professores, não são enfermeiros e não são juízes e que merecem o apoio económico e social efetivo no processo de envelhecimento, com adequado apoio hospitalar, nomeadamente do hospital das Forças Armadas. Há antigos combatentes que têm pensões de pobreza”, revelou o tenente-general.
Joaquim Chito Rodrigues alertou também para que seja “definitivamente resolvida”, a lei do princípio da onerosidade, “injusta e ilegal”, que “intempestivamente o Ministério das Finanças tenta aplicar a cinco edifícios cedidos há décadas pelo Exército e recuperados pela Liga”.
O ministro da Defesa e o presidente da Liga dos Combatentes mostraram-se ainda satisfeitos pela decisão do Estado angolano em ter permitido que pudesse ser desenvolvido o programa de conservação das memórias naquele país.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Ex-combatentes - apoio

Voltamos a publicar esta notícia, pois achamos de interesse.
Resta saber como e a partir de quando vai começar a funcionar

""Governo aprovou  o Estatuto de Antigo Combatente que concretiza o reconhecimento do Estado a quem combateu "ao serviço de Portugal", sendo também criado um cartão especial para aqueles militares.

"A aprovação desta proposta de lei vem concretizar o reconhecimento do Estado português aos militares que combateram ao serviço de Portugal, fornecendo o enquadramento jurídico que lhes é aplicável e reunindo numa só peça legislativa o conjunto de direitos consagrados pela lei aos ex-militares ao longo do tempo", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

O diploma, é referido na nota, cria novos instrumentos, como o Plano de apoio aos Antigos Combatentes em situação de sem-abrigo, "destinado a apoiar o envelhecimento digno e acompanhado daqueles que serviram o país em teatros de guerra".""

terça-feira, 14 de maio de 2019

Medalha das Guerras de África - Angola 1969 1971



Volto a publicar este post, apenas e só para mostrar a Medalha 
que alguns de nós receberam.
Esta foi recebida a bordo do Vera Cruz num dos dias de viagem do nosso regresso a Lisboa
Descansa sobre o maior símbolo de Portugal - a bandeira

Na dia de hoje, mas há 35 anos regressávamos de Angola, após quase 25 meses de comissão.
Passado este tempo, cada um dos que por lá passou, continua a recordar o que sentiu quando da volta ao convivio dos seus entes mais queridos.
Recordamos os que durante a noite e madrugada se mantiveram acordados na expectativa de avistarem terra, outros traziam umas faixas em pano para serem referenciados mais facilmente do cais, bem e, afinal todos traziam a esperança de rapidamente e finalmente porem o pé em terra, e em abraços longos e sentidos transmitirem todo o calor ue lhes ia na alma.
Daqui, mandamos um grande abraço a todos os companheiros do BCAÇ2878, viajantes connosco, na ida e regresso.
( Foto da Medalha que alguns de nós trouxemos pelos 2 anos na 
guerra em Angola )