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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

BAC 2877

Por mais que queira, não posso deixar de pensar na "obrigação" de no dia a dia, se possível, escrever algo no Blog.
Não pensem que é fácil.
Os motivos existem, e não são tão poucos quanto isso.
O estranho, é que, por mais que se queira e se publicite o Blog, poucas ou nenhumas pessoas, ex-companheiros da Guerra, tem disposição, vontade, conhecimentos ou tempo para o fazer.
Não custa muito a cada um aqueles que abrem o Blog, que façam um pequeno comentário, uma critica, que deem uma sugestão ...
Mas, infelizmente não o fazem.
Sei que o acesso à NET e os conhecimentos minimos para a ela aceder, infelizmente, para o "pessoal" da nossa idade, é dificil, quasi impossíve, mas .. . , os filhos, os netos podem dar uma ajuda. Não será ?
Tantas fotos que foram tiradas por todos os locais por onde passámos e, não me chegam para que eu as possa publicar.
Mais um desafio aqui vos deixo, com um abraço amigo de sempre

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

GRAFANIL nos arredores de Lisboa

GRAFANIL cerca de Lisboa

Quem passou por África, mesmo que o não queira, passados umas dezenas de anos, mantém sempre os sentidos apurados para o que por aquelas terras vai acontecendo.
Acontece o mesmo em relação aos nomes de muitas terras que por lá passámos ou de uma qualquer forma nos deixaram na mente alguma informação ou recordação.
Na passada sexta-feira, na SIC NOTÍCIAS, no jornal das 19 horas, quando se noticiava que o governo ia mandar instalar por todo o país, umas dezenas de torres de observação de moderna tecnologia, para através de um sistema de video-vigilância promover a prevenção e o combate aos incêndios, fiquei surpreendido quando foi dito que o Ministro que coordena essa área foi visitar uma dessas torres instalada na periferia de Lisboa.
Ora esta notícia não teria nada de especial para além da relevância do interesse sobre as próprias torres em questão, bem como a sua conveniência futura no seu desempenho quanto à prevenção aos incêndios a não ser que a mesma se encontrava instalada no quartel do GRAFANIL.
Até hoje, apenas conheci o Quartel do Grafanil, cerca de Luanda. Daquele quartel, todos os que por lá passaram, como os do nosso Batalhão, terão boas recordações, em especial quando do embarque no final da comissão, pelos poucos dias que lá estivemos e pela razão do regresso ao PUTO.
Agora aqui, próximo de Lisboa, um quartel (militar, bombeiros) chamado Gafanil ?
Duvidei, porque em questão de geografia, tenho ouvido tanta asneira que, passei a ter o direito de duvidar !
Será mesmo ?
Após umas pesquisas por esta coisa, que atravessa todas as fonteiras do conhecimento, a que sbaptizaram pelo nome de Internet, cheguei a conclusão que, então não é mesmo verdade que a Chefia do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR tem a sua sede no Quartel do Grafanil, Rua do Grafanil, Quinta do Grafanil - Galinheiras - 1750-121 Lisboa

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Dor de DEntes

Dor de Dentes
Uns dias de férias fora do habitat normal, para um animal de hábitos, como o bicho homem, sempre dá para limpar o espírito e o corpo, nem que seja no sentido de mudar a habitual dieta alimentar para uma qualquer outra, por diferente. Foi o que aconteceu.
Mas, porque nem tudo são rosas, estas mini férias, foram toldadas com uma escuríssima nuvem de uma dor de dentes, daquelas que só chegam , quando se não espera e duma intensidade de . . ., não haver remédio imediato para que aquela amiga do nosso maior inimigo nos deixasse, com a mesma brevidade com que nos chegou.
Isto não teria nada de pessoal, se não fosse a recordação de uma situação semelhante vivida em Zau Évua, que me obrigou a uma deslocação de “urgência” a São Salvador, para uma ida ao dentista militar que por lá teria existido. Digo teria existido, porque já vão perceber o porquê desta afirmação. Recordo então, essa ida aos serviços militares, para uma consulta, dado o facto da nevralgia ser tão intensa que, nem com os medicamentos da tropa, os celebres “LM”, conseguiram debelar aquela tremenda dor.
Bem, mas acontece que, quando cheguei ao dito consultório militar, fiquei a aguardar a minha vez, na expectativa de que com alguma sorte, poderia ficar com menos dores ou com um dente a menos na “cremalheira”. Acontece que passados poucos segundos, comecei a ouvir uns ais, uns roncos, que me deixaram em cada segundo que passava, com o coração a aumentar as suas batidas. A luta continuava a cada instante no consultório, o que me deixou imaginar o dentista, com o seu “alicate” tira dentes na mão, bem enfiado na boca do militar, com o joelho de uma das suas penas no peito daquele, aproveitando a lei fa física no que respeita às alavancas, suando as estopinhas, com imensa dificuldade para executar a dita extracção. Não demorei muito tempo a raciocinar. Perante a intensidade de tamnha “emboscada” e não havendo hipótese de enfrentar o “inimigo”, o melhor para tornear a situação, era a retirada. Assim aconteceu, um frango assado e umas imperiais, num daqueles "restaurantes" da zona e mais uns “LM”, resolveram a situação, de tal sorte que felizmente até após muitos anos do regresso de África, não tive necessidade de qualquer intervenção nas “cremalheiras”

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Vista aérea de Angola

Uma vista pela NET e encontrei o seguinte endereço que vos convido a visitar e, que serve, naturalmente para mostrar aos filhos e netos, as terras por onde todos nós andámos.
Aqui fica o endereço: http://www.airport-images.com/city_89114_Viana

Os nomes do nosso empo já não serão, em alguns casos, os mesmos, mas pela leitura, fazendo um percurso pelo mapa, por exemplo, para Norte, junto à costa, verifica-se a existencia de Ambriz, N'Zeto, actual nome de Ambrizete, Tomboco, Lufico, etc., as estradas estão nítidas é fácil fazer o percurso e no local que entendermos, fazer uma ampliação.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Ambrizete - Histórias

Com a devida vénia publicamos este post:

"B.CAÇ-3869-CCS - ANGOLA 1972 - 1974
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julho 20, 2005
No mar de Ambrizete
A praia estava húmida. O céu cinzento e o mar revolto apareceram de manhã zangados com os vivos e mortos. O barulho das ondas era imenso e profundo. Parecia que todo “o mundo” ralhava. Os Deuses? Seriam os Deuses?... A maresia era bafo fresco e nós passeávamos na praia tal como outros seres vivos. O Sargento Nery e eu… A nossa vista deambulava pelo mar fora e “o levante”, terrível, espumava como cavalo cansado de esforço… Comentámos… como é que há gajos que vão nadar com um mar destes????? É preciso serem muito doidos…ou terem muito cacimbo nos miolos…. de facto estávamos a admirar um nadador que até nos acenava lá longe, nas vagas. Nós também íamos correspondendo e até nos rimos disso… Lá nos sentámos na areia fina de Ambrizete e de vez enquanto íamos olhando para o “aventureiro”. Trocamos algumas impressões e levantou-se a hipótese de que o “dito cujo”, que continuava a fazer “adeus”, pudesse estar a pedir socorro. Foi terrível o momento da lucidez… Corremos para dois pescadores que estavam ali, junto ao Brinca na Areia e rapidamente saltamos, os quatro, para uma “Chata”, barco de madeira achatado por baixo. Não foi difícil entrar no mar porque este puxava… Os Deuses queriam “sacrifícios”.Levávamos só uma bóia de câmara-de-ar de pneu de camião. Não havia coletes de protecção… eu e o Nery tínhamos camisas vestidas porque estava muito “fresco”.Fizemos mais de 100 metros de vagas e íamos gesticulando para o homem que pedia socorro. Este, também correspondia, mas cada vez menos…Quando chegamos a cerca de 10 metros, o homem desaparece. Tinha sido um grande esforço dos pescadores mas o mar tinha levado a vítima deste “Altar”. Eu e o Nery entreolhámo-nos, tirei a camisa e mandei a grande bóia para cima da zona do desaparecido.Saltei atrás dela e como mal sei nadar agarrei-a com todas as forças que tive…Algo bateu nos meus pés e puxei com uma das mãos. O sacrifício ainda não estava totalmente consumado.Daquela cabeça, quase branca, saltou pela boca um jorro de água e espuma. Foi impressionante…mas estava inanimado. Começamos a árdua tarefa de tirar aquele corpo do mar, mas a ondulação era muita e o barco baloiçava que nem “ um touro farpado”.Demorou a içá-lo mas conseguimos. Enquanto os pescadores remavam para salvar a “ nossa pele”.O Nery e eu deitamos o homem de barriga para baixo no barco e começámos a empurrar as pernas dele e a puxá-las o que levava a que os jorros de água continuassem a sair. Olhei à minha volta e a nossa “Chata” tanto ía ao fundo, como vinha à superfície porque ora estávamos no fundo da onda ora no cume da mesma. A praia e o Brinca na Areia estavam irreconhecíveis. Os nossos camaradas pareciam às centenas e ambulância do exército já lá estava. O problema é que todos remávamos só com dois remos e o barco muito a muito custo e lentamente foi ganhando caminho de retorno.Suávamos no frio daquela manhã… mas o homem já estava salvo embora muito cansado. Quando chegamos à praia já não me lembro do que aconteceu mas soube que o homem era um soldado motorista de outra Companhia e que estava casado com uma Espanhola e pai de duas filhas pequeninas. Soube que esteve 3 horas a soro no hospital e um dia que voltou a Ambrizete quis e pagou-me uma “Cuca”.
Nunca mais soube dele…
Sebastião Pires
Crónicas de Ambrizete 33 anos depois…
Posted by a1323 at julho 20, 2005 10:21 PM "

Brinca na areia - Ambrizete

Vamos tentar a partir de agora e de vez em quando, passar em memória os "centros históricos" por onde passámos e que, com boas ou más recordações nos avivam a memória.

Hoje vamos aqui fazer um repto a quem tenha passado pelo " Brinca na Areia ", AMBRIZETE, que nos remeta algumas fotos.

Qunado falamos do Brinca na Areia - "restaurante, cervejaria, petiscos, mariscos ", falamos tambem da Praia de Ambrizete.

Fotos antigas, fotos actuais, pouco importa.

Aqui fica o pedido.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Confraternização de 2007 - BCAC2877

Publicamos hoje a data da confraternização deste ano.
Como habitualmente, será num sábado.
Vamos procurar um local de fácil acesso ou nas proximidades da Auto Estrada Lisboa - Porto.
Iremos recolhendo sugestões para locais, todavia chamamos a atenção para o facto da experiência nos dizer que, a zona onde habitualmente fazemos os encontros, Fátima, Pombal, Batalha e Leiria, é aquela que tem demonstrado ser a mais acessível para a grande maioria dos nossos companheiros.
De qualquer modo, ficamos na expectativa de sugestões e comentários.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Mapa de com localização de Zau Évua - Angola

Emblena do BCAC2877
Mapa de Localização de Zau Évua

Nem sempre temos muito para dizer.
Hoje, deixamos aqui, parte do mapa de Angola, com a localização de Zau Évua.
Claro que o Tomboco, Lufico, Quiximba e Quiende, ficavam na sua periferia

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Pedido de Colaboração - BCAC2877 - Angola

Sempre desejamos em tudo o que fazemos, que seja elaborado da melhor maneira possível, mesmo que não seja com o primor de obra de deuses, que seja pelo menos aceite e compreendido para aqueles a quem a “obra” é dirigida.
Acontece que nem sempre, porque a nossa disposição ou estado de espírito, nos disponibiliza a imaginação e o engenho para tal, o que fazemos, sai da maneira como nós queríamos que acontecesse.
Na verdade, vamos escrevinhando estas linhas, ocupando algumas horas com animado gosto por manter o Blog vivo e com a intenção de despertar o interesse daqueles que habitualmente nos vão visitando.
Temos sido presenteados com bastas visitas de muitos dos que andaram por aquelas terras de Angola, cuja memória, saudosismo ou recordação, sempre vão ficando no âmago do nosso espírito.
Temos recebido mensagens e fotografias.
Afinal, sentimos o gosto e sabor da felicidade de sermos lidos e vistos, a milhares de quilómetros de distância, tanto nas terras de Angola, como nos EUA ou no Brasil.
Temos conseguido aglutinar ao redor do Blog do BCAC2877 muitos antigos companheiros da guerra de África, que como nós andaram nas mesmas matas e picadas, sofrendo e sentindo o mesmo que nós sentimos, muitos outros que por lá nasceram e que ainda lá vivem ou outros, que nascendo lá, se encontram agora com a sua vida firmado no “Puto” .
Afinal, todo este palavreado, tende a tornar-se inútil, senão for explicada razão primeira deste escrito.
Queremos dizer, que precisamos da colaboração de quem no visita.
Em nada de especial.
Sabemos que muitos de vós são possuidores de matéria susceptível de ser publicada.
Uma história, umas fotos, o relato duma situação caricata, outra que causou riso ou choro.
Todos nós passámos por momentos bons e maus.
Nós próprios, temos matéria, para umas dezenas de pequenos escritos, contando pequenas histórias.
Todavia, não gostaríamos que a maior parte dos pequenos artigos publicados fossem só da nossa autoria.
Aqui fica o apelo à vossa colaboração.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Zau Evua - A pasteleira

..
.. Quem esteve em Zau Évua recorda-se duma bicicleta, uma “pasteleira”, muito antiga, mas ainda em bom estado, que foi encontrada por um do nossos Grupos de Combate, numa das suas saídas para o mato.
A bicicleta estava ainda utilizável, porque se encontrava numa gruta, onde a chuva e a humidade não tinham produzido estragos de monta.
Por alguém, foi posta em condições de alguns darem umas voltas com ela. Bem, mas o problema, o grande problema eram o pneus e as câmaras de ar que estavam em estado deplorável.
Recordo-me que, dentro daquele espirito do “desenrasca”, alguém se lembrou de remediar a situação. Como ?. Isso já não me lembro bem, mas aconteceu, que houve remédio para a falta dos ditos pneus e câmaras de ar.
A bicicleta por lá foi andando, até que por fim, de morte lenta, só com os aros das rodas a deixarem os rastos pelo chão, se finou.
Isto veio-me à lembrança ao passar umas fotos, onde aparece uma bicicleta, “morta” por afogamento e posterior corrosão, numa das nossos praias do Algarve.
A tamanha distancia, no espaço e no tempo, para alguns, talvez o rememorar destas situações não tenha grande significado, mas afinal, será verdade ou não, que mesmo passados todos estes anos, nos vem à memória estas pequenas passagens ?

Recordar é viver. .
(Junta-se foto duma bicicleta que finou numa praia do Algarve)