Visualizações
18 agosto 2009
Ambrizete - histórias
<<À dias estava com um amigo do meu tempo de Ambrizete e veio à memória o seguinte:
Neste Quartel e no meu tempo, o edifício das Transmissões ficava lá para as traseiras. Lá funcionava o Posto de Rádio, centro Cripto e Op. de mensagens. Ah, e uma casa de banho! Pois, o problema aconteceu precisamente ali e em pleno uso! O Op. de Mensagens, a dada altura descobriu que tinha companhia numa área que, à partida, seria 100% privada.
Atrás de si, a cerca de meio metro, imóvel estava uma cobra a olhar para ele! Literalmente, com as calças na mão e aos gritos resolve pedir socorro. Lá foi o pessoal dar uma ajuda armados de enxadas, mas o bicho devia estar assustado e teimava em não sair da casa de banho! Como nem os mais estrategas davam conta do recado, resolveram chamar um negro, de quem não recordo o nome, para dar uma ajuda. Sei que ele teria um metro e noventa, calçava 54 (dizia-se...) e ajudava na cozinha.
Posto o problema ao homem, este foi de imediato ao local. Acontece que ao deparar com o réptil, o freguês em quem se depositava tanta confiança para resolver o problema, resolveu simplesmente fugir e só parou bem longe!
Intrigados, perguntámos o porquê de tanto receio, na medida em que eventualmente poderia estar habituado a lidar com répteis - afinal tinha nascido em África!
A questão, disse ele, é que aquele era muito especial, porque a sua mordedura era quase sempre fatal. Segundo nos narrou depois e quando já se encontrava menos nervoso, o réptil pertencia à classe dos que mordiam quando se encontravam pendurados nas árvores. Como à frente do edifício das transmissões se encontrava uma árvore de grande porte que ramificava para a janela da casa de banho, o bicho aproveitou um buraco na rede. Quem acabou por resolver o problema foi um Rádiomontador munido de uma enxada mas, diga-se em abono da verdade, foi preciso muita luta. A casa de banho voltou ao sossego habitual mas (dizia-se) ninguém mais a usou sem primeiro tomar as devidas precauções, ou não fosse o diabo (neste a caso a cobra) pregar de novo a partida!
Não sendo um episódio que tenha a marca de guerra, passou-se naquela terra e naquele quartel que muitos conhecem e gostam de recordar!>>
Um abraço
Casal
14 agosto 2009
12 agosto 2009
07 agosto 2009
06 agosto 2009
Comentario a comentários
01 agosto 2009
21 julho 2009
21 de Julho de 1969
A data histórica mantem em recordação todos os anos, a nossa chegada a Luanda com a chegada do primeiro Homem ao satélite da Terra.
Para a grande maioria de nós, estes quarenta anos representam dois terços da nossa passagem por esta vida.
Que durante muitos mais anos, possamos continuar a recordar os dois eventos.
O BCAC2877 em Angola.
Os tres astronautas, na Lua.
A História tem o condão de juntar "grandes feitos históricos"
O Blog do BCAC2877 saúda não só os descobridores da Lua. mas acima de tudo, sauda os que foram obrigados a descobrir ANGOLA e que nessa data desembarcaram no porto de Luanda para o inicio dessa descoberta durante 2 anos.
16 julho 2009
Angola e a ida à Lua
12 julho 2009
12 de Julho de 1969

O tempo passa e não pára.
A marcha dos ponteiros do relógio não obedece a sinais ou outro tipo de imperativo.
Nem o envelhecimento é precoce para quem não sentiu o som do do seu tic-tac.
Para os que neste dia, mas já passados 40 anos, embarcaram no Vera Cruz, rumo ao calor do Norte de Angola e ainda tem a possiblidade de se encontrar, mesmo com alguma debelidade fisica, nos nossos convivios, cremos que é sempre uma imensa alegria.
As recordações não se perdem, mas ficam esbatidas e cobertas pela poeira de tantos anos.
Já lá vão 40 anos.
Que fique, como sempre vamos dizendo, as boas recordações, as amizades e os ensinamentos que de lá trouxemos.
Até sempre.
Até 4 de Outubro de 2009 - data do nosso encontro deste ano
02 julho 2009
Africa
As grandes chuvadas quando caiam noa terra quente deixavam um odor que ainda hoje continua a impregnar as mucosas dos nossos narizes.
Por muito que se queira ou não queira, os tempos que por lá passámos, as experiências que foram vividas, deixam marcas que nem com o passar dos já muitos anos desaparecem das nossas memórias.
O cheiro da terra e do capim ficcou lá, mas muito dele ainda anda por cá.
Ambrizete
Desta vez, sobre Ambrizete.
Quem esteve no Tomboco, ainda teve a possibilidade de nos reabastecimentos, ir a Ambrizete. Poucas eram as hipóteses de sair do aquartelamento.
Para nós, conhecemos Ambrizete quando da ida.
Foi apenas de passagem.
Recordo na ida, a Praia e o Brinca na'Areia.
No regresso, com a saída do comando de Batalhão de Zau Évua e asua transferência para Ambrizete, por lá passsamos, cerca de 15 dias antes do embarque.
Para quem passou todo o tempo no mato, sem ver o mar, e aqui recordo que quem está habituado a viver à borda de água, sente imensa falta desse azul-esverdeado ondulante, passar 15 dias naquela estância balnear, era como se estivessemos à altura de Torremolinos de então.
Vamos falar amis sobre Ambrizete, pois ficou-me no coração.
A praia, os pescadores a foz do M'Bridge.
Um abraço para Ambrizete.
«Tambem eu passei por Ambrizete.
Estando no Quiende, fazia o MVL sempre que podia,obrigado ou voluntário, não fui volintário muitas vezes na tropa, mas para fazer MVL, estava sempre pronto.
Era um risco calculado e sempre dava para quebrar a monotonia.
Ambrizete tinha mar, e peixe e marisco, no Brinca na Areia ao final do dia dava para esquecer a guerra.
Um abraço para todos e um especial para a Elisa, velha amiga dos Blogues com quem tenho a felicidade de trocar correspondência e que vim a saber trabalha onde eu passei muitos anos da minha vida.
Ten tido uma sorte de cão mas tem levado de vencida todas as adversidades que lhe aparecem.
Parabens Mulher, és uma Angolana das nossas.
José Lessa »
30 junho 2009
Zau Évua
Foram 2 anos consecutivos em Zau Évua, Lufico, Quiximba e Quiende.
Um abraço pelo testemunho
Bom, sobre a piscina, havia por lá muita água.
«Zau ficou sem Companhia residente em 1972, a companhia 3513 do Quiende passou a ter lá 2 grupos de combate e eu tambem por lá passei sempre que como Enfermeiro para lá era enviado.
Éra de facto um bife, comparado com o que se via, não que no Quiende se estivesse mal mas Luvo, Lufico, Seza Pombo são alguns lugares\me que ficaram na retina e que eram buracos onde todas as semanas hivia "berdoada".
Em Zau, até piscina nos deixaram, tinha um inconveniente...era grande pra caraças e os turras se quisessem caçavam-nos a lapada...
Um abraço para quantos por lá passaram em especial para o Marius.
José Lessa»
18 junho 2009
04 junho 2009
Ao amigo Silva
Deixo~lhe estas palavras como testemunho do apreço que por ele tenho.
Algumas vezes temos trocado mensagens pela internet.
Com a sua idade e com a escolaridade que obteve, a muito custo, com a vida dura e árdua que sempre terá levado, mesmo assi conseguiu o que muitos nossos companheiros ainda agora e, muito mais "letrados" que ele, não conseguiram - adaptar-se à realidade da Internet e com ela, gastar agora um pouco do seu tempo, já com a sua merecida reforma.
Cada um, escreve como sabe, como pode. Por nós, não será condenado por isso, nunca.
Desde que se entenda o que pretendeu escrever, dando a conhecer as suas ideias e pensamentos, tudo bem.
Vá escrevendo.
Sempre que queira e possa.
Esdtaremos cá, todos para o entender e compreender.
Outro abraço
03 junho 2009
Explicação
Os escritos, sendo mais fáceis de colocar, porque só dependem do que nos vai na mente, da vontade e inspiração, não tem aparecido porque, nada do que atrás foi dito criou alguma motivação para tal.
Das fotos, já não podemos dizer o mesmo, pois dado o seu caracter material, esgotam-se e não havendo mais, não se podem inventar.
Temos recebido imensos comentários que dealgum modo tem animado os visitantes do blogue, o que é muito bom.
No entanto, seria melhor que muitos dos comentaristas, aproveitassem a sua veia literária e nos inviassem uns textos para serem publicados.
Todos nós, temos pequenas histórias, sempre interessantes, mesmo depois de tantos anos passados, para serem contadas.
Vamos começar por aí.
mandem fotos, para serem publicadas.
Sugestões para a data e local do almoço deste ano.
Vamos aguardar
27 abril 2009
Livros para as crianças de Ambrizete
Já começamos os contactos com Angola, amigos nossos do Ambrizete, na expectativa de se planear o envio, a recepcção e a guarda em Luanda até ao seu transporte para Ambrizete.
Aguardamos sugestões sobre este tema
20 abril 2009
Quarenta e cinco dias - livro sobre Angola
Sugerimos a sua leitura
http://www.archive.org/stream/quarentaecincodi00port
29 março 2009
Deficientes das Forças Armadas - apoios
Forças Armadas:
Governo quer alargar acesso a cuidados médicos
10 mil deficientes com mais apoios
Os cuidados de saúde dos deficientes das Forças Armadas deverão passar a ser assegurados pela Assistência na Doença aos Militares (ADM). Com o novo regime, mais de dez mil deficientes militares passarão a beneficiar de uma rede de prestação de cuidados médicos mais alargada, actualmente restrita aos três hospitais militares.
Segundo um despacho a que o CM teve acesso, o ministro da Defesa, Severiano Teixeira, ordenou a criação de um grupo de trabalho com o objectivo de "propor um modelo que garanta aos deficientes militares (...) a possibilidade de recorrer às entidades prestadoras de cuidados de saúde com as quais o IASFA (entidade gestora da ADM) tenha estabelecido acordos".
Severiano Teixeira reconhece no despacho que a maioria "dos deficientes militares não está a usufruir dos seus direitos [na área da saúde], em virtude de os hospitais militares estarem sediados em Lisboa, Coimbra e Porto, o que acarreta grandes dificuldades de deslocação".
O Governo pretende, ainda, que todas as despesas de saúde, relacionadas ou não com a deficiência dos militares, passem a ser asseguradas pela ADM.
Questionado pelo CM, o Ministério da Defesa confirmou a criação do grupo de trabalho, mas recusou avançar mais pormenores sobre a proposta a apresentar no prazo de 30 dias, nomeadamente os encargos. Segundo apurou o CM, estes podem ultrapassar os três milhões de euros. Verba actualmente suportada pelos Ramos.
O presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), José Arruda, ressalva, no entanto: "Não há um euro que pague as pernas que um militar perdeu na guerra."
José Arruda mostrou-se satisfeito com a proposta do Governo e considerou que esta vem reconhecer os "direitos dos deficientes militares". Mas salientou: "Isto devia ter sido para ontem. O tempo urge e as doenças agravam-se."
O presidente da ADFA defende ainda a comparticipação total das despesas dos deficientes com todos os medicamentos.
PRESIDENTE DESTACA "DÍVIDA DE GRATIDÃO"
O Presidente da República, Cavaco Silva, alertou, por diversas vezes, o Governo para a necessidade de responder às reivindicações dos deficientes das Forças Armadas e deixou isso claro na última visita à ADFA, em Dezembro do ano passado. "A dívida de gratidão e o preito de homenagem para com aqueles que ficaram deficientes ao serviço da Nação impõem prioridade no tratamento que lhes deve ser dispensado", afirmou Cavaco Silva, garantindo que o secretário de Estado da Defesa, ali presente, iria ouvir as reivindicações.
NOTAS
REGIME DE SAÚDE
A Assistência na Doença aos Militares (ADM) resulta da fusão dos três subsistemas de saúde da Marinha, Exército e Força Aérea e conta com mais de 130 mil beneficiários.
DÍVIDAS
O ministro da Defesa, Severiano Teixeira, garantiu na semana passada que as dívidas do IASFA já estão regularizadas e que actualmente o prazo de pagamento das comparticipações é de 60 dias. O objectivo é passar a 45 dias.
15 março 2009
16 de Março de 1974
14 de Março de 1974
Marcelo Caetano recebe Oficiais-Generais dos três ramos das Forças Armadas, numa reunião que ficou conhecida como a "Brigada do Reumático", no intuito de tentar provar que o regime tinha tudo sob controlo.

15 de Março de 1974
Demissão dos Generais Costa Gomes e António de Spínola por se terem recusado a participar na "Brigada do Reumático".

16 de Março de 1974
Tentativa de golpe militar contra o regime. Só o Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha marcha sobre Lisboa. O golpe falhou. São presos cerca de 200 militares, alguns deles decisivamente envolvidos na preparação da "Revolução dos Cravos".

A saída em falso do Reg. das Caldas da Rainha a 16 de Março de 1974, como reacção à demissão de Costa Gomes e de Spínola, constituiu o ensaio militar do dia 25 de Abril.
13 março 2009
12 março 2009
ANGOLA – Guerra Colonial
Procura-se
Bom dia ,
Eu sou a Larisa da Silva,23 anos de idade, sou angola natural do Ambriz, Residente na Holanda.
Estive no seu sites e estou procurando um jorge dos Santos ou Jorge Santos o resto do seu nome nao conheço.
Ele é Portugues foi em Angola como militar entre 1969 a 1971 na nao estou enganada. Esteve na provincia do Bengo municipio do Ambriz como militar e dizem q depois foi para Zau Evua. Ja esteve a ver a lista no seu web sites dos portugues q estiveram no Zau Evua mas fica complicado de saber quem ele é porque nao tenho os seus dados completos. Também procuro um senhor Manuel Alexandre q tambem foi militar no ambriz entre 1961 a 1962 no tempo do Tenente Sr. Salgado, patente Alfezes uma caisa assim. Por ultimo procuro o Capitante Joaquim Dinis.
A razao que procuro é q estes senhores ë porque o Jorge é pai da minha Tia(Maria de fatima jorge dos Santos 37 anos), o Manuel Alexandre é meu avo materno pai de (Maria da Conceicao Alexandre 46 anos), Joaquim Dinis pai do meu tio (Manuel Joaquim Dinis da Silva 39 anos).
Todos eles residem em Angola e trabalham na empreza Petrolifica na provincia do Zaire cidade do Soyo.
Envio-te este email porquem penso que o senhor pode ajudar-me a encontrar um destes ex militares portugueses da era colonial que foram para Angola em misao de serviço e fizeram filhos com mulheres Angolanas. Pos os meus parentes nao sabe q eu estou a fazer esta pesquiza.
Seria muito bom que eles revesem os seus pais e mesmo que eles nao se encontrem em vida mas pelos menos conheceriam os seus familiares paternos.
Muito obrigada pela sua atençao e espero que o senhor possa ajudar-me neste sentido.
zarima da silva (larisadasilva@hotmail.com)
08 março 2009
Guerra de Africa - Guerra Colonial
1962. Optar pela Guerra
O terceiro volume da colecção "Os Anos da Guerra Colonial", da autoria de Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso, que que o Correio da Manhã distribui, tem como tema
17 fevereiro 2009
Mensagem
14 fevereiro 2009
De Jose Niza a Zeca Afonso
Em 1969, pouco antes de ir para a guerra, eu tinha composto a música para duas peças do CITAC, encenadas por um dos maiores nomes do teatro europeu e discípulo de Bertold Brecht: Ricard Salvat. A primeira, "A Excepção e a Regra" de Brecht. A segunda, "Castelao e a sua época". Ambas foram proibidas e o Ricard Salvat acabou por ser preso pela PIDE e despejado em Badajoz, no dia em que começou a greve académica de 69. Para esta segunda peça compus muitas canções, entre as quais "Cantar de Emigração", "Emigração", "Para Rosalía". O "Cantar de Emigração" era cantado em Coimbra por toda a malta e rapidamente se tornou um sucesso. De tal forma que hoje conheço mais de trinta versões cantadas em português, galego, castelhano, francês e alemão. Foi nessa altura que verdadeiramente comecei a compor a sério e a ser conhecido no pequeno mundo da música portuguesa.
A versão do "Cantar de Emigração" que o Adriano lançou no seu LP "Cantaremos" (1970), fez o sucesso desse disco e levou o Adriano a escrever-me para a guerra e a pedir-me que fizesse todas as canções do seu álbum seguinte. Mas, mais do que isso, ele e o Zeca propuseram-me ao Sr. Arnaldo para dirigir a produção dos discos Orfeu. De certa forma foi isso que me abriu as portas para tudo o que depois vim a fazer na música portuguesa.
Entretanto o Zeca continuava, anualmente, a semear autênticas obras-primas: "Contos Velhos Rumos Novos" (1969), "Traz outro amigo também" (1970).
E estamos chegados a Agosto de 1971, altura em que regressei da guerra e comecei a trabalhar na produção dos discos Orfeu. Em cima da mesa estavam dois grandes projectos para lançar antes do Natal desse ano: o Zeca iria a França gravar um disco com direcção do José Mário Branco. E o Adriano ficaria em Lisboa (ainda estava na tropa) a gravar comigo o disco que eu tinha composto para ele. Como ambas as gravações foram feitas ao mesmo tempo eu não pude ir a França com o Zeca e fiquei em Lisboa a dirigir o disco do Adriano. Quando o Arnaldo Trindade ouviu os dois discos ficou em estado de choque musical: aquilo era muito mais do que ele sonhara!
23 janeiro 2009
Deficientes das Forças Armadas
Deficientes das FA: aprovado diploma do CDS para comparticipação de todas as despesas com medicamentos
23.01.2009 - 14h22
A maioria PS viabilizou hoje um projecto-lei do CDS-PP que prevê a comparticipação de todas as despesas com medicamentos dos deficientes das Forças Armadas (FA).O diploma, apresentado pela terceira vez na presente legislatura pelo CDS-PP, mereceu os votos favoráveis da oposição e a abstenção do PS, que assim viabilizou o projecto de lei.O diploma repõe a comparticipação do Estado em todos os medicamentos. Actualmente, só eram comparticipados os medicamentos necessários a tratamentos resultantes directamente da deficiência.O presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, José Arruda, que assistiu na galeria às votações parlamentares, congratulou-se com a aprovação do diploma, afirmando que “é um grande dia”.O antigo militar frisou que a mudança era esperada “há dois anos”, data em que o actual Governo mudou a lei.
20 janeiro 2009
13 janeiro 2009
Stress pós-traumático
12 janeiro 2009
Tavira - Sapadores no CISMI -1968



O 3º é de Porto Salvo - Oeiras
Semana de Campo em Moncarrapcho - Tavira - 1968Olá , sou o Dias
Estivemos em Tavira no ultimo curso de Sapadores de 1968, saímos em meados de Dezembro , uns para as Caldas outros para vários destinos, comigo prá Guiné foram o Chiu e o Sergio Fernandes.
Há dias, navegando por aí na NET, encontrei o site do vosso Batalhão, e vi uma foto que me chamou a atenção, era a do acidente que vitimou o Pimenta, consegui identificá-lo pela foto dele que remonta aos nossos tempos.
Lembro-me de alguns nomes do nosso curso, como Rosas, Narciso que penso ser de Leiria, o Sintra,o Grilo que era de Vila Real, Verissimo que era um cromo , coisa mais abandalhada nunca mais encontrei, o Pimenta, e tambem um Amaral, o Serigado que era relojoeiro, e outros que já não me recordo.
Envio-te essas fotos para ver se reconheces alguém, foram tiradas em Moncarrapacho na semana de campo. O Pimenta , esse está bem visivel numa delas.
Ao dispôr
28 dezembro 2008
Generais
Não admira nada. Afinal, só para comandar a GNR havia 12 ou 14. Assim se vai o dinheirinho dos impostos Angola em Guerra, 14 vezes maior que Portugal, não tinha tantos generais como a GNR tinha ou tem. Pode lá ser? | |
Quem passou pela Guerra de África, obrigado, sabe quanto lhe custa saber da existência de situações deste tipo
Apesar da brutal redução do Exército
Portugal tem mais generais do que em 74 ( e na Marinha e na Força Aérea quantos mais "generais" há?
Por Helena Pereira
O exército tem hoje mais 17 generais do que em 1974, altura em que estava empenhado na guerra colonial e em que tinha 42.438 praças para comandar
Em 1974, o número de generais era 41, de acordo com a Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África, de Themudo Barata. Hoje, são 58, enquanto as praças diminuíram drasticamente para cerca de 12.500 com o fim da guerra colonial e, mais recentemente, do serviço militar obrigatório.
O Exército tem actualmente 33 generais no ramo, enquanto os restantes estão colocados na GNR, no Ministério da Defesa Nacional, no Estado-Maior-General das Forças Armadas, na Presidência da República e em São Bento.
No último anuário estatístico do Ministério da Defesa, datado de 2006, o número era ainda mais alto: 65.
20 dezembro 2008
19 dezembro 2008
18 dezembro 2008
ANGOLA - Natal na Guerra - Poema de Jose Niza

Natal na Guerra
A prece da fotografia contemplada
no altar da separação
a carta triste
de quem está longe
a missa do galo na igreja
a comunhão da cerveja
a consoada de ração de combate
o sabor a medo
o silêncio do repicar dos sinos
a saudade
a paz na Terra
aos homens de boa vontade
in Poemas da Guerra de Jose Niza
17 dezembro 2008
Quiximba - Angola - Recordações
13 dezembro 2008
14 novembro 2008
Complemento Especial de Pensão dos Antigos Combatentes
Para o caso do nossa Batalhão, ao que se deduz, o Complemento foi calculado com base em 02 anos e 01 mês de bonificação face ao tempo de serviço militar por nós prestado em zona operacional a 100 %
07 novembro 2008
Militares - férias em tempo de crise
Há por aí muitos antigos militares que por lá andaram obrigados, que lhes podem indicar uns bons locais.
Mesmo, sem antiga guerra de África, poderia ser que ficassem a saber melhor o que é andar na "guerra"
Militares querem a demissão das chefias
A posição dos chefes das Forças Armadas está ainda mais fragilizada, depois da polémica entrevista do general Loureiro dos Santos há uma semana, à TSF, alertando o poder político para as consequências de não resolver os problemas existen
31 outubro 2008
Militares
Militares
As declarações do Gen. Loureiro dos Santos são a todos os títulos lamentáveis.
Pela idade que tem, no seu tempo de chefe militar no activo que teria acontecido a alguem que tivesse dito semelhante barbaridade.
Os actuais chefes militares terão que vir à parada do Ministério da Defesa dizer algo sobre o assunto.
Ramalho Eanes, não deveria tambem embarcar neste tipo de emboscadas.
Será que o General ainda pensa que os aromas militares da América Latina andam por aí a rondar os narizes dos militares portugueses
Militares
Certamente que custa muito prsenciar toda esta campanha dos "profissionais da Guerra ou da Paz", conforme lhes queiramos chamar.
Hoje, todos, sem excepção, desde o soldado mais simples e generoso ao mais ilustre e condecorado general ou almirante, são profissionais.
Melhor, uns sempre tomaram como forma de vida, a militar.
Outros, passaram desde há uns tempos para cá, a enveredar pelo mesmo caminho.
Na sua maioria, nem com um pé estiveram na Guerra de África.
Aqueles que por lá passaram, e nesse caso, foram "voluntários forçados" continuam um pouco ao sabor das esmolas dos diversos governos perante sucessivas e mais que justas reenvidicações.
Num momento em que o país e o mundo estão em grave crise, não se pode aceitar, na maior parte das suas reenvidicações a sua postura.
Primeiro, contra o estado e contra a grande maioria dos cidadãos que, com os seus impostos, fruto do seu trabalho, contribuem e garantem directamente para, a manutenção "eterna" dos seus postos de "trabalho", coisa a que a maior parte do mais comum dos mortais destes país não tem – trabalho e salário, por volta do dia 20 de cada mês.
Podem ter muitas razões materiais.
Mas acima de tudo, devem considerar a justeza moral dos seus procedimentos.
A este propósito, recorda-se a diferença entre uma perna partida entre um militar e um civil. Será que é para isso que servem "tantos" hospitais militares ?
Lisboa, três hospitais – exército, marinha e força aérea. Constipações, gastritres, úlceras ou cancro no pulmão, são tratados de modo diferente em cada uma destas unidades?
E os familiares? Estão contaminados pelos mesmos tipos de doenças, únicas para serem tratadas só naqueles hospitais ?
Per capita, não serão os militares e seus familiares que gastam mais dinheiro aos contribuintes nesse tipo de assistência ?
Atenção que o Zé Povinho, em cada dia que passa fica a saber quanto custo, manter em "estado de alerta" toda esta "gentinha"
Tantos anos depois, recordamos a existência de 12 Generais na GNR.
Como era, ou é isto possível ?
Por alturas da guerra de África, não creio que existissem tantos generais ao serviço em Angola ou Moçambique.
07 outubro 2008
Angola . . . para sempre
<7HEAD>
Com muito atraso, aqui deixamos a troca de correspondência com o autor do livro ZAU ÉVUA, terra de ninguêm, sítio de vivências e, tambem autor de um novo livro.
From: josemartins51@hotmail.com
To: zauevua@hotmail.com
Subject:
Date: Fri, 15 Aug 2008 07:53:32 +0000
Voltei, mais uma vez, com grande prazer ao Vosso Blog porque o José Lessa, nosso contemporâneo na «região» de Zau-Évua, nos ter chamado a atenção para um pequeno comentário que publicou ao meu livro Zau-Évua, terra de ninguém, sítio de vivências.
Fiquei ainda mais orgulhoso do vosso trabalho de divulgação das experiências comuns e de documentos interessantíssimos para a sua compreensão.
Está vivo o vosso convívio, o que me deixa particularmente feliz. Não se trata de saudosismo tristonho mas de «troca de emoções fortes», daquelas que unem os homens para sempre.
Bem-haja aos que lideram e participam neste trabalho, que os nossos filhos apreciam e os nossos netos não deixarão de valorizar.
Espero que tenhais um encontro anual muito feliz e que a felicidade de vos reverdes seja, mais uma vez, um estímulo para prosseguir nesta caminhada de camaradagem.
Desejo a todos um dia 6 de Setembro 2008 muito Feliz.
Com amizade
José Manuel Martins
PS. 1.Apreciei a ideia de Josué Lima sobre a possibilidade de, no futuro, o vosso encontro poder ficar a berto à participação de todos os que estiveram em Zau-Évua, em momentos diferentes. Juntar experiências pode ser muito positivo. Eu vou abordar os amigos da CCAÇ 105/73, RI 20 com vista à reflexão sobre esse assunto.
2.Aproveito para dizer que o meu livro Zau-Évua está tecnicamente esgotado, restando apenas alguns exemplares para atender pedidos que me sejam dirigidos. Se porventura houver ainda algum camarada ou amigo interessado, satisfarei com gosto o pedido até ao limite dessa reserva.
Olá amigo Brás Gonçalves.
Saúde.
Com amizade.
José manuel martins
From: zauevua@hotmail.com
To: josemartins51@hotmail.com
Subject: RE:
Date: Wed, 20 Aug 2008 18:23:33 +0000
Jose martins
Um abraço. Gostei de saber notícias suas. Pensava eu que com esta idade teria muito mais tempo para fazer algo de diferente do que até então tinha vindo a fazer. Pura mentira. A vida tem-me trazido grandes dissabores e preocupações nestes últimos tempos. Acontece que não tenho conseguido disponibilizar tempo, vontade e paciência para 'gastar' com algumas brincadeiras. Uma delas seria o Blog do BCAC2877. Tenho apanhado algumas desiluzões com o 'trabalho' que tenho feito. Por compensação, algumas alegrias tambem, felizmente, vão aparecendo no dia a dia. É espantoso o0 contacto com muitos companheiros nossos que por lá passaram e nos tem telefonado e remetido email´s.
Por mais que não queiramos, Africa deixa sempre no nosso intimo, um sulco bem profundo de nostalgia, de saudade. Teremos que esquecer os muitos maus momentos que por lá tivemos que passar.
Não se se se recorda, mas comprei o seu livro, já lá vão 2 ou 3 anos.
Por fazes, já fiz a sua leitura de trás para a frente e naturalmente no inverso. Tenho uma série de anotações que gostaria de comentar, aliás o Jose Lessa já o fez de certa forma no seu blog.
Talvez com calma, durante os tempos mais próximos o consiga fazer. Da mesma forma, tenho encaixotada toda a correspondência que então troquei com a minha, já na altura, mulher. Dessa correspondência, queria repescar algumas passagens que de certo avivarão a minha memória.
Bom, por hoje fico por aqui. vou publicar o szeu Email no nosso blog e no dia do almoço logo informarei tambem os nossos companheiros da existência do seu livro, agora com capa nova.
Um abraço
Bras Gonçalves
30 setembro 2008
Versos na guerra versos na paz


Despedida
Vou deixar-te.
Sou obrigado a partir.
É a sorte de um soldado
Que já não pode fugir
Do seu destino, traçado
Por um país decadente
Que está aser governado
Por alguem que, infelizmente, è cego e surdo e culpado
Do que está a acontecer.
A partir sou obrigado.
Não vou deixar-te por querer.
É a sorte dde um soldado.
É a sorte de um soldado
Num país que está a morrer.
-----------------
Dedicado à cidade da Guarda e a sua Gente, em vésperas de partir para Angola, como milkitar
Guarda, Novembro de 1965
O Blog do BCAC2877 tem-nos trazido a alegria de contactos tão inesperados quanto felizes.
De quando em quando, aparece um antigo companheiro da guerra de África que, ao passear pela Net nos encontra e comungando das mesmas razões e motivos da sua passagem por África, no nosso caso, por Angola, nos escreve.
Sérgio Sá, foi um desses antigos companheiros que por lá andou, antes de nós, mas próximo dos locais onde estivémos. Foi essa umas das razões por nos termos mantido em contacto.
Ontem teve a amabilidade de nos remeter dois livros de poemas da sua autoria, " versos na guerra versos na paz" e "onde apanhei estes versos" – "Poemas" no Alentejo - Colecção Verso Livre, o que muito agradecemos.
Deixamos hoje no Blog as capas dos livros, com um pequeno poema.
Oportunamente, faremos a publicação de mais alguns dos seus poemas que constem do livro.
26 setembro 2008
BCAC2877-Confraternização de 2009

Já está em marcha (moderada) a organização do almoço do próximo ano.
Escolha de uma data que seja de "contento" da maioria.
Bem como o local do futuro evento.
Pomos à consideração e continuamos a aceitar sugestões para o efeito.
Entretanto, já temos, 2 conjuntos de garrafas de óptimo vinho, embalados em caixa de madeira, com uma oferta, do nosso antigo companheiro, e artista plástico, com obra já feita, Mario Albano Gonçalves, acompanhada de uma sua composição artistica.
Agradecemos a lembrança e o gesto simpático e altruista da sua actitude.
As caixas serão sorteadas para o próximo evento em função das entradas no nosso almoço.
(Lamentávelmente, este ano, 3 companheiros, "esqueceram-se" de pagar o almoço)
24 setembro 2008
Um contacto agradável
Aqui fica o teor de uma mensagem que recebemos dum antigo combatente que tambem andou pelas paragens por onde o BCAC2877 esteve:
"Caríssimo ex-combatente
Recebi as suas comunicações alusivas ao assunto supracitado e cumpre-me agradecer-lhe por isso.
Para mim tem sempre interesse qualquer fotografia que diga respeito a Angola. E as que o Senhor me enviou ainda mais, pois teve a maçada e a gentileza de as procurar para o efeito, facto que, como entendi de uma das suas comunicações, não foi fácil, por circanstâncias alheias à sua vontade.
É com alguma nostalgia que através delas revejo Luanda; o seu aquartelamento que, não tendo sido o meu (o meu era o de Quibala Norte), me faz lembrar outros por onde passei, naqueles fins do mundo no norte de Angola; algumas criaturas de lá nativas, nos pobres dias da sua existência. Estou-lhe obrigado pela oportunidade que me deu.
Pelo que me apercebi, foi pelo Senhor José Figureira que soube do meu interesse pelas coisas de Angola. De facto é verdade. Ando a procura de elementos que me avivem a memória relativamente ao tempo (1965-1968) em que andei por lá, com vista a poder envolver com a maior verdade possível o trabalho (MEMÓRIAS...) que estou a preparar. Eu estivera 14 meses na zona onde mais tarde viria a estar o José Figueira, tendo passado muitas vezes por: Ambriz, Quimaria, Tôto, São Pedro, Beça Monteiro, Vale do Loge.
Mais tarde fui para a fronteira junto ao ex-Congo Belga, estacionando em MALELE, 30 km acima de Maquela do Zombo.
Durante aqueles dois anos e pouco passei por muitos sítios: Maquela do Zombo, Banza Sosso, Zadi, Carmona, Negage, Nova Caipemba, Songo, Quitexe, Aldeia Viçosa, Vista Alegre, Úcua, Zala, Damba, Dondo, 31 de Janeiro, Camabatela, Salazar, Catete, Viana, e obviamente Luanda em cujo hospital militar estive internado e em que mais tarde passei um dias de licença.
São, pois, estes locais que gostaria de rever, por fotos, claro. Algumas já consegui recuperar via net, mas não tenho nada do Tôto, nem de Beça Monteiro, nem do Songo, nem da Damba nem da zona de Maquela do Zombo. Se por ventura lhe for possível conseguir e enviar-me as que não possuo, agradeço.
Para não o maçar mais despeço-me, reiterando os meus agradecimentos.
Ao dispor,
Sérgio O. Sá"
13 setembro 2008
A Morte

Ao nosso amigo e companheiro de sempre: Alvarim Colaço Pimenta
O sentimento da perda da vida, trespassa, desde que nos passamos a conhecer, milhões de vezes pelo nosso pensamento.
Quem parte para a guerra, leva consigo a esperança e a certeza. A esperança de voltar, a certeza de que tem muitas hipóteses de tal não acontecer.
Como dizia José Niza, no seu livro, " Poemas da Guerra", na dedicatória ao BCAC2877, " naquela guerra . . .onde ficámos amigos para sempre".
Na guerra isso acontece.
Criam-se amizades para sempre, algumas delas com laços mais fortes que as familiares.
Quando se perde um desses amigos, perde-se um pedaço de nós próprios.
Uma parte da nossa vida, a nossa vida, talvez nuns instantes, numas horas, nuns anos, está nas nossas mãos.
Ninguem sabe qual é esse momento.
A vida ao que se saiba, não é eterna.
Algum dia essa chama que a vem alimentando, aquecendo e iluminando, apaga-se.
A maneira abrupta, persistente, perseguidora ou violenta do acabar da vida, causa-nos estranheza, consternação, raiva, dor.
O momento em que a vida deixou de estar nas nossas mãos, foi a morte !
12 setembro 2008
BCAC2877 - Alvarim Colaço Pimenta

Faleceu ontem, 11 de Setembro, devido a acidente de viação o nosso antigo companheiro, ex-furriel miliciano Sapador- Alvarim Colaço Pimenta08 setembro 2008
BCAC2877 - Confraternização 2008

Na Aldeia de Santo Antão, a pós a missa habitual nestas circunstancias (com muita dificuldade e com muito custo foi conseguido o ofício do sacerdote), tocou a reunir e decorreu com grande animação, boa disposição e apesar da "crise", com um bom numero de antigos companheiros e respectivos familiares, oa almoço de confraternização comemorativo do 37º ano após o regresso de AngolaComo todos os anos, a falta de alguns "refractários", este ano foram compensadas por uns "maçaricos" que se apresentaram pela primeira vez à formatura para o "rancho".
A ementa primou pela qualidade dos produtos utilizados na confecção e o cozinheiro de dia, bem merecia ter sido louvado pois, para além da quantidade, a qualidade da confecção seria digna de registo na "Caderneta Gastronómica".
Jose Niza, o médico do Batalhão, compareceu, tendo oferecido e autografado exemplares do seu livro "Poemas da Guerra"
Houve as fotos da praxe, e as animadas conversa costumeiras sobre as masi variadas peripécias que fomos obrigados a passar na Guerra.
O bolo com o emblema do Batalhão, (foi alvo de emboscada sob o comando o então comandante da CCS) e o espumante, foram o sinal de que a "parada da confraternização" estava a acabar.

Uns abraços de despedida e um até para o ano, com muita saúde.
Tomboco








